Domingo, 17 de Maio de 2026

Home Economia O Banco Central avalia que a crise do Banco de Brasília não põe o sistema financeiro em risco, mas considera que eventual quebra da instituição pode causar impacto na economia do Distrito Federal

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O Banco Cen­tral ava­lia que a crise do BRB (Banco de Bra­sí­lia), após pre­ju­í­zos com o Mas­ter, não põe o sis­tema finan­ceiro em risco, mas con­si­dera que even­tual que­bra da ins­ti­tui­ção pode cau­sar impacto na eco­no­mia do DF.

A crise do BRB (Banco de Bra­sí­lia) não repre­senta risco à esta­bi­li­dade do sis­tema finan­ceiro naci­o­nal, segundo a área téc­nica do Banco Cen­tral. Mas a ava­li­a­ção interna é que uma even­tual que­bra da ins­ti­tui­ção após pre­ju­í­zos com o Banco Mas­ter pode pro­vo­car um grande impacto na eco­no­mia do Dis­trito Fede­ral.

O BRB tenta via­bi­li­zar até o dia 29 de maio o plano de socorro da ins­ti­tui­ção após ope­ra­ções frau­du­len­tas com o con­glo­me­rado de Daniel Vor­caro, mas esbarra na con­di­ção finan­ceira do governo do Dis­trito Fede­ral —aci­o­nista con­tro­la­dor do banco.

A situ­a­ção do BRB foi dis­cu­tida na quarta (13) pela sena­dora Leila Bar­ros (PDT-DF) e o pre­si­dente do Banco Cen­tral, Gabriel Galí­polo. Ela con­tou ter enfa­ti­zado a impor­tân­cia do banco esta­tal para a eco­no­mia local.

“O BRB não é ape­nas um banco, ele tem um papel cen­tral no paga­mento dos ser­vi­do­res, no cré­dito imo­bi­li­á­rio, no apoio a peque­nos negó­cios, em pro­gra­mas soci­ais, enfim, no desen­vol­vi­mento eco­nô­mico e social da nossa cidade”, disse.

“Refor­cei ao pre­si­dente que qual­quer solu­ção pre­cisa pri­o­ri­zar a pro­te­ção des­ses tra­ba­lha­do­res, a con­ti­nui­dade das ope­ra­ções e, é claro, a segu­rança e a esta­bi­li­dade do banco”, seguiu.

Segundo a sena­dora, Galí­polo reco­nhe­ceu a rele­vân­cia ins­ti­tu­ci­o­nal da ins­ti­tui­ção finan­ceira e mani­fes­tou pre­o­cu­pa­ção com a situ­a­ção dos tra­ba­lha­do­res.

Além do pre­ju­ízo para o DF, o BC con­si­dera ainda o poten­cial impacto sobre outros esta­dos pelos valo­res admi­nis­tra­dos pelo BRB como depó­si­tos judi­ci­ais.

Sem os recur­sos em caixa para pôr dinheiro no BRB, o governo dis­tri­tal recorre a um pro­cesso de cap­ta­ção. O DF não tem hoje capa­ci­dade de paga­mento para rece­ber garan­tia do Tesouro Naci­o­nal. Isso daria con­di­ções mais bené­fi­cas para o emprés­timo, como uma taxa de juros menor.

A gover­na­dora Celina Leão (PP) pediu ajuda à ges­tão Lula (PT) para des­tra­var o emprés­timo, mas ainda não obteve sinal posi­tivo. Em ofí­cio, pediu aval do Tesouro à con­ces­são da garan­tia da União à ope­ra­ção de cré­dito nego­ci­ada com o FGC (Fundo Garan­ti­dor de Cré­di­tos), de R$ 6,6 bilhões.

Essa opção é con­si­de­rada o plano A do BRB, mas não é a única saída em debate. A gover­na­dora, que per­tence a um campo polí­tico adver­sá­rio do PT, pediu audi­ên­cia com o pre­si­dente Lula para dis­cu­tir o assunto, mas ainda não há pre­vi­são de encon­tro.

O minis­tro da Fazenda, Dario Duri­gan, disse nota pro­grama Roda Viva, da TV Cul­tura, que só cogi­ta­ria usar recur­sos públi­cos para resol­ver o pro­blema em caso de risco sis­tê­mico, ou seja, se hou­ver a ava­li­a­ção de que a que­bra do banco possa pro­vo­car um efeito dominó sobre todo o sis­tema finan­ceiro naci­o­nal.

Mas o BRB é um banco que inte­gra o seg­mento S3 da regu­la­ção pru­den­cial, lem­bram téc­ni­cos do BC. Ou seja, é uma ins­ti­tui­ção de porte médio, com ati­vos que res­pon­dem de 0,1% a 1% do PIB (Pro­duto Interno Bruto). Isso sig­ni­fica que ele tem um peso menor sobre a esta­bi­li­dade do sis­tema.

O papel do BRB para o fun­ci­o­na­mento da eco­no­mia do Dis­trito Fede­ral tam­bém foi o argu­mento uti­li­zado pelo pre­si­dente do banco, Nel­son Antô­nio de Souza, para defen­der, em março, a apro­va­ção do pro­jeto de lei dese­nhado pelo governo de Iba­neis Rocha (MDB).

Na oca­sião, Souza enfa­ti­zou aos depu­ta­dos dis­tri­tais que, sem o aval à pro­posta, have­ria ime­di­ata inter­rup­ção de trans­fe­rên­cia de renda dos pro­gra­mas soci­ais ope­ra­dos pelo banco, para­li­sa­ção do sis­tema de bilhe­tes do trans­porte público do DF, sus­pen­são de ope­ra­ções de cré­dito imo­bi­li­á­rio, além de inter­rup­ção de ope­ra­ções de cré­dito para pro­du­to­res rurais, micro e peque­nas empre­sas e para ser­vi­do­res do governo do Dis­trito Fede­ral. Com informações da Folha de S. Paulo.

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