Sábado, 29 de Novembro de 2025

Home Saúde O condimento mediterrâneo que ajuda a aliviar a dor de cabeça

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Cultivado em vasos, hortas e jardins, o alecrim está presente nas mesas como condimento para dar um sabor especial aos pratos. A indústria cosmética e farmacêutica também explora suas inúmeras propriedades. Mas, se há um campo em que o alecrim realmente se destaca, é na medicina popular: é uma das espécies com maior número de aplicações medicinais — útil para equilibrar o humor, melhorar a memória, diminuir dores de cabeça e induzir o sono, entre muitas outras funções.

Conhecida cientificamente como Rosmarinus officinalis L., esta planta aromática perene pertence à família Lamiaceae, que também inclui espécies como a hortelã, o tomilho e a sálvia. Caracteriza-se pela sua forma arbustiva e pela capacidade de crescer em todos os tipos de solo; segundo registos académicos, estima-se que seja originária da região do Mediterrâneo e do Cáucaso.

Há centenas de anos, os romanos ofereciam o alecrim aos deuses e o utilizavam por seus efeitos calmantes e relaxantes. Lendas também afirmam que os gregos o consumiam antes de provas, convencidos de que a planta os ajudava a agilizar a memória. Esses e outros episódios contribuíram para que, hoje, o alecrim seja cultivado no mundo inteiro.

Benefícios

Trata-se de uma planta com grande quantidade de compostos bioativos que beneficiam o organismo. Raúl Murray, médico especialista em Nutrição e ex-presidente da Sociedade Argentina de Médicos Nutricionistas (SAMENUT), destaca que o perfil nutricional do alecrim inclui polifenóis como os ácidos rosmarínico, carnósico e ursólico, que exercem efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e neuroprotetores.

“Ele também possui óleos essenciais como 1,8-cineol, α-pineno, cânfora e borneol, que oferecem benefícios respiratórios, antimicrobianos e cognitivos. Esses compostos ajudam a entender por que o alecrim é utilizado na gastronomia, na fitoterapia, na aromaterapia e em formulações tópicas para dores musculares ou circulação”, explica Murray.

Nos “Tratados Hipocráticos”, Hipócrates e outros autores da Antiguidade já mencionavam as propriedades medicinais da planta. Entre as mais valorizadas estavam o tratamento de feridas com unguentos feitos de suas flores e ramos, além de seu uso para aliviar dores.

Outro estudo, intitulado “Efeitos terapêuticos do alecrim e seus componentes ativos sobre distúrbios do sistema nervoso”, revela um benefício significativo: o impacto positivo no sistema neural e na memória. A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos também registra que, desde tempos remotos, o alecrim é usado popularmente para tratar insônia, distúrbios emocionais e depressão. No campo cardiovascular, os dados ainda são escassos, mas promissores.

“Alguns ensaios relataram melhorias nos níveis de lipídios e glicemia após suplementação com alecrim, por exemplo, 3 gramas por dia em um pequeno estudo com pacientes diabéticos. Outro ensaio recente, em que os participantes tomaram uma infusão diária de alecrim por 45 dias, descreve redução da pressão arterial em hipertensos”, informa o médico especialista em nutrição.

A Cooperativa Científica Europeia de Fitoterapia (ESCOP) indica que o alecrim pode ser útil no tratamento de transtornos reumáticos, articulares e de circulação periférica. Murray também ressalta que, graças à sua composição, ele ajuda a aliviar desconfortos gastrointestinais leves.

Consumo

O alecrim pode ser consumido de diversas maneiras: como infusão ou chá de ervas; temperando pratos com suas folhas frescas ou secas; como óleo essencial, seja em difusor ou diluído; e por meio de suplementos em cápsulas ou extratos. Segundo Murray, a maneira mais fácil de obter folhas frescas é em hortifrutis, ou folhas secas em lojas de produtos naturais.

Em relação às quantidades, o especialista recomenda não ultrapassar 4 gramas de alecrim seco por dia como tempero; e acrescenta que as folhas frescas podem ser consumidas em quantidades de 3 a 12 gramas por dia.

“A infusão não deve ultrapassar 2 xícaras por dia, e é importante ressaltar que o óleo essencial não é adequado para consumo alimentar”, afirma.

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