Quinta-feira, 18 de Agosto de 2022

Home Variedades O crime artístico mais chocante do século 21: dois Van Gogh furtados em três minutos

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Eram quase 8 horas da manhã do dia 7 de dezembro de 2002, um sábado. Estava frio, apenas 2°C, e quase não havia ninguém nas ruas do centro da capital holandesa. No bairro dos Museus, uma van parou. Dois homens descarregaram uma escada e colocaram algumas ferramentas em uma bolsa. Pareciam dois trabalhadores comuns.

Eles encostaram a escada na parede, colocaram suas balaclavas e começaram a escalar um dos edifícios culturais mais conhecidos de Amsterdã, o Museu Van Gogh.

Escondidos atrás de uma parede, eles usaram um par de marretas para abrir um buraco em uma das janelas de segurança reforçada da galeria, disparando o primeiro de uma série de alarmes.

Lá dentro, eles rapidamente olharam para as paredes e pegaram duas pinturas que estavam perto do buraco por onde haviam entrado, uma paisagem marinha e uma imagem de uma igreja, ambas do período inicial do pintor holandês Vincent van Gogh (1853-90), um dos artistas mais importantes da história.

Isso acionou mais dois alarmes, enquanto o sistema interno de câmeras de vigilância os filmava.

Um dos seguranças do museu entrou em contato com a polícia, mas ela chegou, estava de mãos atadas porque os regulamentos do museu não permitiam que ela enfrentasse os ladrões.

Os assaltantes então colocaram as pinturas, ainda em suas molduras, em sua bolsa de ferramentas e escaparam por meio de uma corda que amarraram no início do assalto a um mastro na frente do prédio.

Quando a polícia chegou, eles voltaram a se disfarçar de trabalhadores comuns e fugiram. Toda a operação durou apenas 3 minutos e 40 segundos.

Mas por que roubar obras de um dos artistas mais famosos do mundo? A quem poderiam ser vendidos, sendo bens praticamente não comercializáveis? Por que alguém os compraria, se eles tivessem que escondê-los para sempre?

Como as obras-primas podem ser salvas antes de serem perdidas para sempre?

Qual foi a verdadeira história por trás do roubo de duas das pinturas mais pessoais e queridas de Van Gogh?

Mais amado e o mais furtado

Van Gogh é um dos melhores entre os grandes artistas da história. Suas pinturas, em todas as suas formas, são populares com o público geração após geração. E um ímã para colecionadores de arte milionários ou bilionários.

“Retrato do Dr. Gachet”, por exemplo, foi vendido pela casa de leilões Christie’s de Nova York em 1990 por US$ 82,5 milhões (quase R$ 900 milhões em valores atuais).

Quando obras de arte são negociadas por quantias desse patamar, não é de se admirar que o mercado de arte esteja repleto de trapaceiros, negociantes fraudulentos, falsificadores… e ladrões.

E de todos os artistas cujas obras foram roubadas, Vincent van Gogh ocupa praticamente o primeiro lugar.

Desde que os nazistas na Alemanha confiscaram pela primeira vez as pinturas de Van Gogh em 1937, mais de 40 de suas obras-primas foram roubadas em pelo menos 15 assaltos em galerias ao redor do mundo.

Muitas acabaram sendo recuperadas, mas outras ainda estão desaparecidas.

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