Domingo, 13 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de setembro de 2026
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) estruturou um esquema especial de segurança para a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), quando os ministros vão analisar os desdobramentos da crise que envolve integrantes da própria Corte.
O Supremo já trabalha com a perspectiva de uma sessão que exigirá atenção especial diante da repercussão e da sensibilidade do julgamento. Por ora, não há decisão de fechar o plenário ao público. A tendência é manter a sessão aberta, com medidas para controlar a circulação e o acesso às dependências da Corte.
Nos julgamentos dos réus pelos atos de 8 de Janeiro, o Supremo adotou medidas especiais de segurança e controle de acesso ao plenário, inclusive com credenciamento prévio. Coordenado pelo secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, o aparato operacional já está em fase de execução. “A Célula de Inteligência foi integralmente ativada para monitorar, em tempo real, qualquer movimentação suspeita, enquanto a rede de videomonitoramento do DF360 opera com 100% das câmeras ativas, cobrindo a Esplanada e áreas adjacentes”, destacou Patury.
De acordo com ele, a resposta policial será dinâmica e adaptada conforme o mapeamento de risco em tempo real. O uso estratégico de drones começa na noite de segunda-feira (14/9) e se estende por toda a manhã do dia 15/9, garantindo visão privilegiada de eventuais aglomerações.
Se o setor de inteligência identificar indicativos de manifestações de risco, a Polícia Militar executará pontos de bloqueio estratégicos nos acessos à Praça dos Três Poderes. Por outro lado, caso o cenário permaneça sem aglomerações mapeadas, todo o contingente planejado será direcionado para reforçar a segurança ostensiva, intensificando o patrulhamento no perímetro do STF.
O plano tem como objetivo principal garantir a total integridade física de ministros, servidores, jornalistas e do público que acompanhará a sessão, assegurando a normalidade institucional durante o julgamento.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, em meio às medidas adotadas para tentar conter a escalada da crise interna. O plenário deverá analisar o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e que contém referências ao ministro Alexandre de Moraes. Fachin decidiu levar o tema ao colegiado após uma sequência de questionamentos sobre a forma como o material foi obtido e conduzido.
A convocação faz parte de um conjunto de decisões tomadas por Fachin nos últimos dias para centralizar na Presidência do Supremo a administração da crise. O presidente também suspendeu o andamento de procedimentos relacionados a integrantes da Corte e revogou a designação de Moraes para a condução do inquérito das fake news, preservando os atos praticados até então.
A preparação de um esquema especial de segurança ocorre num momento em que o tribunal tenta reduzir a temperatura da crise. Nesta quinta-feira, Fachin cancelou uma sessão extraordinária que seria realizada pelo plenário. Também foi adiado o pronunciamento que Moraes faria pela manhã. Nos bastidores, uma ala do STF recebeu com alívio o adiamento da fala, sob a avaliação de que uma manifestação do ministro neste momento poderia ampliar a tensão interna.
Se houver manifestações, o órgão prevê bloquear a Praça dos Três Poderes ou controlar a entrada na Esplanada dos Ministérios.
O presidenciável Romeu Zema convocou apoiadores para um protesto na capital federal na manhã do dia 15, sem local definido até o momento. “Precisamos da sua presença para pressionar esse dia que pode marcar a vitória dos brasileiros contra os intocáveis”, disse ele em publicação nas redes sociais. (Com informações do Correi Braziliense, Veja e O Globo)