Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

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O governo do Estado do Rio vai pagar um bônus de R$ 5 mil a cada policial civil ou militar que apreender um fuzil sem registro ou porte legalizado. O valor será pago ao fim de cada semestre e não depende de prisão em flagrante. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no início desta semana e já está valendo.

“Essa é mais uma ação estratégica para atender ao plano de redução da letalidade policial por parte do Estado do Rio. Apenas neste semestre, as forças de segurança alcançaram a incrível marca de 366 fuzis apreendidos”, disse o governador Cláudio Castro (PL).

Os policiais terão direito a receber o bônus tanto se a apreensão for em serviço quanto em caso de folga. Todos os fuzis apreendidos passarão por perícia para atestar o funcionamento. Agentes que estiverem afastados dos serviços por medida disciplinar não terão direito ao bônus.

“Com essa premiação, pretendemos reduzir ainda mais o poder bélico dos criminosos. Fuzil é arma de guerra. Quanto mais tirarmos das mãos dos bandidos, menos será necessário que nossos policiais civis e militares usem”, disse Castro.

A medida já tinha sido anunciada pelo governador há alguns meses, e agora foi oficializada. Em abril, em entrevista ao Estadão, Cláudio Castro apontou para o crescimento da apreensão de armas de grosso calibre no Rio como uma das justificativas para as frequentes operações policiais em favelas.

“O que está havendo é um combate. É para evitar que essas forças criminosas avancem em território, ganhem espaço. Eles têm um poder bélico que inclusive tem aumentado. Este ano, o que aumentou de apreensão de fuzil é uma enormidade. Aumentou acho que 300%. Mas aumentou assim absurdamente. A pergunta é: será que está entrando agora? Será que está entrando mais arma e droga agora? Será que o controle de fronteira piorou?”, indagou, na ocasião.

Existe ainda, em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um projeto de lei que cria um programa de recompensas por dois anos. A premiação seria de R$ 5 mil para espingardas e R$ 3 mil para revólveres.

Violência

Entre 1º de janeiro e 22 de agosto de 2023, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro contabilizou, pelo menos, 24 crianças e adolescentes mortos por armas de fogo, segundo o Instituto Fogo Cruzado.

*Crianças (até 12 anos) baleadas:

– 16 baleadas;
– 7 mortas e 9 feridas;
– 4 atingidas em ações e operações policiais (2 mortas);
– 12 vítimas de bala perdida (6 mortas).

*Adolescentes (entre 12 e 17 anos) baleados:

– 35 baleados;
– 17 mortos e 18 feridos;
– 13 feridos em ações e operações policiais (5 mortos);
– 13 vítimas de balas perdidas (4 mortos e 9 feridos).

A mais recente vítima da violência presente no Estado foi o adolescente Bryan Silva Ferreira dos Santos, de 16 anos, baleado e morto quando voltava da escola, em um bairro de São Gonçalo, na última segunda (21).

De acordo com testemunhas, bandidos foram até o local para executar um fuzileiro naval que mora na região. Bryan passava pela rua junto com uma colega da escola quando os tiros começaram.

O jovem correu junto com a menina para tentar se abrigar e, ao jogar a menina ao chão, ele foi atingido nas costas.

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