Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2024

Home em foco O presidente da Meta, Mark Zuckerberg, anuncia mais de 11 mil demissões no Facebook, WhatsApp e Instagram

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O presidente-executivo da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg, anunciou nesta quarta-feira (9) a demissão em massa de mais de 11 mil pessoas, o que representa 13% de sua força de trabalho – o maior corte de sua história.

“A desaceleração macroeconômica e o aumento da concorrência fizeram com que nossa receita fosse muito menor do que eu esperava”, disse Zuckerberg em uma mensagem aos funcionários. “Eu errei e assumo a responsabilidade”, completou Zuckerberg.

Até o final de setembro, a Meta tinha pouco mais de 87 mil colaboradores.

Trata-se do segundo anúncio de demissões em massa entre as gigantes da tecnologia neste mês. No dia 4, o Twitter demitiu metade dos cerca de 7,5 mil funcionários após a aquisição da rede social pelo bilionário Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo no ranking da Forbes.

Lucro 

Segundo a agência de notícias Reuters, a Meta, cujas ações perderam mais de dois terços de seu valor, disse que também planeja cortar gastos e estender seu congelamento de contratações até o primeiro trimestre.

O lucro da companhia caiu pela metade no terceiro trimestre – ficou em US$ 4,4 bilhões, queda de 52% em relação ao mesmo período de 2021. Os números foram divulgados em um contexto de estagnação do número de usuários e redução da receita da companhia com publicidade.

Mesmo com o anúncio negativo, as ações da Meta não recuaram e estavam em alta de 8,17% por volta de 13h45 desta quarta, registando R$ 19,06 na Bolsa de Valores de São Paulo.

Metaverso

Os gastos com metaverso, universo paralelo anunciado como o futuro da internet, preocupava investidores da Meta.

Até agora, em 2022, o Reality Labs, unidade de metaverso, resultou em perdas de US$ 9,44 bilhões em receita, somando-se aos US$ 10 bilhões do ano passado. E a empresa projeta que as perdas crescerão ainda mais em 2023. Os frutos só deverão ser colhidos daqui a uma década.

Zuckerberg defendeu o investimento junto aos acionistas. “Olha, eu sei que muita gente pode discordar desse investimento. Mas, pelo que posso dizer, entendo que isso (o metaverso) vai ser uma coisa muito importante e acho que seria um erro não focarmos em nenhuma dessas áreas”, disse em uma conferência com acionistas.

Infinity Tower

A Meta vai deixar o seu principal prédio de escritório no Brasil como medida para conter custos. A decisão da mudança foi tomada antes dos cortes desta quarta.

Mark Zuckerberg, porém, reforçou que o fechamento e a consolidação de escritórios e espaços de trabalho colaborativos em todo o mundo também servirão como medida de contenção no momento da companhia.

O braço brasileiro da operação vai deixar a Infinity Tower, prédio icônico no bairro do Itaim, em São Paulo, que abriga também os escritórios de Apple, Credit Suisse, Goldman Sachs e Bloomberg. A Meta estava no local desde setembro de 2012, ano da inauguração do prédio.

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