Domingo, 09 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 8 de agosto de 2026
A Polícia Federal (PF) concluiu nessa semana o segundo inquérito sobre o esquema de desvio de aposentados com o indiciamento de seis pessoas, entre elas o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto, que chefiou o órgão durante a gestão do presidente Lula.
Stefanutto e outras 47 pessoas já haviam sido indicados no primeiro inquérito que faz parte das investigações da Operação Sem Desconto. O caso apura um esquema de descontos de valores mensais de aposentados e pensionistas do INSS em nome de associações e teriam sido desviados até R$ 6,3 bilhões.
Conforme relato dos agentes, o esquema moveu cerca de R$ 6 bilhões. Stefanutto recebia propina de R$ 250 mil por mês segundo as invenstigações. A PF aponta o cometimento de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação.
Inquéritos
De acordo com o relatório de 839 páginas do primeiro inquérito da PF, divulgado em 14 de julho, o ex-presidente era apelidado de “italiano” e aparecia nas agendas dos celulares dos demais envolvidos no esquema de fraude, constando em trocas de mensagens com informações dos pagamentos rotineiros e confirmação de recebimentos. Ele receberia as propinas usando empresas de fachada, segundo as investigações.
O documento detalha que, em 8 de janeiro de 2025, um operador encaminha um print de tela de uma conversa com um intermediário de recebimentos do ex-presidente do INSS. Neste print, ele informa que o valor do pagamento mensal do INSS “já deve estar na conta” e comunica que depois passaria “os dados bancários”.
No segundo inquérito, foram indiciadas mais seis pessoas, incluindo Stefanutto. Entre os nomes apontados pela PF estão Virgílio Ribeiro, ex-procurador-geral do INSS; André Fidelis, ex-diretor do órgão; Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da entidade; Thaisa Daiane, ex-secretária-geral da Contag; e Edjane Rodrigues Silva, ex-secretária da associação.
O relatório deve ser encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), que poderá decidir se pede arquivamento ou apresenta denúncia contra os envolvidos.
Defesa nega
À CNN, o advogado Fabrício Reis Costa, que faz a defesa de Alessandro Stefanutto, informou que não teve acesso aos autos do inquérito nem à íntegra da manifestação da Polícia Federal que resultou no novo indiciamento. Mas afirmou que o ex-presidente do INSS “jamais praticou qualquer ato ilícito no exercício de suas funções públicas e mantém plena convicção de que a análise integral dos autos demonstrará a inexistência de conduta criminosa que lhe possa ser atribuída.” (As informações são da CNN Brasil)