Terça-feira, 22 de Setembro de 2026

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O preço médio das passagens aéreas no Brasil subiu 14,5% em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2025. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa real média chegou a R$ 776,87 por trecho, considerando os voos domésticos de todas as empresas e rotas analisadas pela agência.

O valor de agosto também representa aumento de 10,4% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo os dados da Anac, atualizados pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A alta ocorreu em um cenário de aumento dos custos do combustível utilizado pelas companhias aéreas. Em agosto, o preço médio do querosene de aviação (QAV) chegou a R$ 4,98 por litro, alta de 31,8% em relação a agosto de 2025.

O combustível é um dos principais componentes dos custos operacionais das empresas aéreas e pode influenciar a formação das tarifas. Outros fatores, como demanda, oferta de assentos, distância das rotas, concorrência entre empresas e período de compra também interferem no preço pago pelos passageiros.

Apesar da alta da tarifa média, os valores não foram iguais para todos os passageiros. De acordo com o levantamento da Anac, 34,8% dos assentos comercializados em agosto foram vendidos por menos de R$ 500 por trecho.

Na outra ponta, 9,2% dos assentos foram comercializados por valores superiores a R$ 1,5 mil. A distribuição mostra que a tarifa média é resultado de diferentes preços praticados em rotas e períodos distintos.

O cálculo da Anac considera todos os bilhetes vendidos para passageiros de voos domésticos no mês. A agência calcula o valor da tarifa a partir do preço efetivamente pago pelo serviço de transporte aéreo, considerando as diferentes rotas e empresas que atuam no mercado.

O valor não inclui taxas de embarque nem serviços adicionais contratados separadamente. Isso significa que despesas como franquia de bagagem, escolha de assento e outros serviços opcionais não entram na tarifa média divulgada pela agência.

Também ficam fora da metodologia algumas passagens adquiridas com descontos que não estão disponíveis ao público em geral. Entre elas estão bilhetes comprados com milhas, tarifas corporativas específicas e passagens destinadas a funcionários das companhias aéreas.

A metodologia permite comparar a evolução das tarifas praticadas no transporte aéreo doméstico ao longo do tempo, mas o valor médio não representa necessariamente o preço encontrado por cada consumidor. Uma passagem pode custar menos ou mais que a média de acordo com a rota, antecedência da compra e condições de comercialização.

Os dados de agosto também mostram uma mudança em relação aos meses anteriores. Em junho, por exemplo, a tarifa média nacional havia sido de R$ 660,54 por trecho, segundo a atualização anterior da Anac. Naquele mês, o valor representava alta de apenas 0,3% em relação a junho de 2025.

A diferença entre os resultados reforça o efeito da variação mensal dos preços no setor. Em junho, o QAV estava em R$ 5,66 por litro, 57,6% acima do valor registrado no mesmo mês do ano anterior. Em agosto, apesar de o preço nominal informado pela Anac ser menor, a comparação anual mostrou alta de 31,8%.

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