Domingo, 16 de Junho de 2024

Home em foco O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin vem sendo pressionado por diferentes grupos do PT que desejam ter espaço no governo de transição

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O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin vem sendo pressionado por diferentes grupos do PT que desejam ter espaço no governo de transição. Os pedidos não são apenas para abrigar petistas, mas também para contemplar indicados oriundos de diferentes vertentes, uns da gestão Lula, outros da administração Dilma Rousseff, e também os preferidos de parlamentares eleitos.

Aliados creem que Alckmin não tem traquejo para lidar com o partido, mas veem um lado positivo: ao ceder espaço agora, o vice deixa que ocorra toda a reação negativa antes do início do mandato. O próprio mau humor gerado com a aparição de nomes como o de Guido Mantega poderá servir de argumento para conter pedidos na formação dos ministérios.

Diante da disputa por espaço na transição, um membro da equipe brincou que Lula teria de montar uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no CCBB. Até a viagem à COP-27, no Egito, provocou ciúmes. A presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, teve de explicar que não se trata de viagem do PT.

Fator Haddad

Interlocutores de Alckmin argumentam que ele, como novo aliado de Lula e experiente gestor, não procurará tirar os holofotes dos petistas e procurará ouvir mais do que falar durante o período de transição.

Ele conta com o respaldo de outro petista que saiu fortalecido na campanha: Fernando Haddad. Um dos responsáveis pela indicação alckmista para a chapa de Lula, o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo tem se alinhado a Alckmin para influenciar na montagem da equipe econômica e ajudando-o a driblar as resistências dentro do PT.

Haddad começou a montar a equipe que vai trabalhar na transição com o programa de educação, mas tem afirmado que não gostaria de ser ministro da pasta. Derrotado na corrida pelo governo paulista, mas tendo obtido uma votação recorde para o PT no estado, com mais de 44% dos votos válidos, Haddad tem crédito com Lula e é visto como antagonista interno ao grupo de Mercadante, em especial na formulação macroeconômica.

Novos nomes

Alckmin, anunciou nesta quarta-feira (16) os últimos nomes que vão compor a equipe de transição de governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A lista com mais de 160 nomes inclui o deputado federal André Janones (Avante-MG) no grupo de comunicação social e a senadora Kátia Abreu (PP-TO) no grupo de agricultura, pecuária e abastecimento. Já a ex-ministra Marina Silva (Rede), deputada federal eleita, fará parte do núcleo de meio ambiente.

Foram anunciados os integrantes de 16 grupos técnicos: agricultura, ciência e tecnologia, comunicação, relações exteriores, desenvolvimento agrário, desenvolvimento regional, justiça, segurança pública, minas e energia, meio ambiente, povos originários, pesca, saúde, trabalho, transparência e turismo.

Alckmin também anunciou Gleide Andrade para o grupo de trabalho da posse presidencial e o embaixador Fernando Igreja como chefe do Cerimonial da equipe de transição.

Grupo de economistas

O grupo de economistas da equipe de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer nesta semana a primeira reunião sobre a chamada PEC da Transição com os negociadores políticos do PT. A proposta abre espaço no Orçamento de 2023 para o Bolsa Família de R$ 600, além de outras despesas — com o formato de hoje, a PEC terá um custo de R$ 175 bilhões ao ano.

O time de economistas é formado por André Lara Resende, Guilherme Mello, Nelson Barbosa e Persio Arida.

Em nota divulgada na terça (15), os quatro disseram que foi solicitado à Coordenação da Transição acesso ao atual texto da PEC e os dados que a embasaram. “Assim que disponibilizadas, as informações solicitadas serão analisadas e debatidas pela equipe de transição em novas reuniões”, afirma o texto.

A manifestação pública foi uma resposta à expectativa do mercado financeiro de que o valor da licença para gastar em 2023, fora do limite do teto de gastos, ficaria menor que R$ 175 bilhões.

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