Quarta-feira, 06 de Maio de 2026

Home Acontece Sinduscon-RS toma posse sob pressão por crédito e reconstrução

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A posse da nova diretoria do Sinduscon-RS, realizada em 4 de maio, em Porto Alegre, ocorre em um momento de pressão inédita sobre a construção civil gaúcha — comprimida por juros elevados, restrição de crédito e pela urgência de reconstrução após eventos climáticos extremos. Responsável por mais de 500 mil empregos diretos e indiretos, o setor inicia um novo ciclo tendo que equilibrar retração financeira e demanda crescente por obras.

À frente da entidade no biênio 2026–2028, Rafael Goellner Garcia assume sucedendo Claudio Teitelbaum com uma agenda que exige coordenação política e capacidade de resposta rápida. A cerimônia, conduzida por Claudio Bier, reuniu lideranças públicas e empresariais e marcou o início de uma gestão que nasce sob tensão estrutural.

Em seu discurso, Garcia reposicionou o papel da entidade ao vincular diretamente construção civil e sociedade: “O Sinduscon-RS sempre foi e sempre será feito por pessoas e para pessoas”. Ao projetar o futuro, reforçou que o setor é vetor de desenvolvimento urbano, geração de renda e qualidade de vida. “É justamente nesses momentos que o Sinduscon-RS se fortalece, com posicionamento claro e atuação responsável”, afirmou.

O pano de fundo é um ambiente econômico que limita investimentos. O custo do crédito imobiliário e a redução da capacidade de financiamento atingem diretamente o setor. Ao tratar do uso de recursos do FGTS, Garcia alertou para efeitos estruturais sobre o acesso à moradia, sinalizando preocupação com a sustentabilidade do financiamento habitacional.

Ao encerrar sua gestão, Teitelbaum destacou um ciclo marcado por adversidades e entregas. “Encerramos um ciclo, mas seguimos juntos, mais fortes e construindo o futuro do Estado”, afirmou, ao relembrar a atuação do sindicato diante das enchentes e em ações de apoio à reconstrução.

A dimensão estratégica do setor foi reforçada pelas autoridades. O vice-governador Gabriel Souza destacou a construção civil como vetor essencial da economia. Já o prefeito Sebastião Melo enfatizou a necessidade de modernização urbana e redução da burocracia. Ambos também apontaram preocupação com os impactos da proposta de jornada 6×1 sobre a produtividade.

Ao avaliar o cenário, Claudio Bier reforçou que segurança jurídica e previsibilidade são indispensáveis para sustentar investimentos.

A nova diretoria assume com perfil amplo e representativo, reunindo lideranças como Aldo Pinheiro, Antonio Mary Ulrich, Daniel Goldsztein, Giulia Tolotti, Gustavo Navarro e Juliano Melnick, entre outros nomes que integram a vice-presidência e os conselhos da entidade. A composição reforça a diversidade e o peso institucional do Sinduscon-RS na interlocução com o poder público e o mercado.

Diante de um cenário em que crédito, clima e urbanização passaram a caminhar juntos, o setor entra em um ciclo decisivo. Mais do que erguer obras, caberá à construção civil sustentar a reconstrução econômica e redesenhar o futuro das cidades gaúchas. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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