Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de agosto de 2026
O informante da Polícia Federal (PF) que prestou depoimentos sobre supostas relações entre integrantes do governo e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em seu relato que o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, teria sido responsável por ajudá-lo a abrir as portas da pasta.
Atualmente, Berger ocupa o cargo de chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula e despacha no Palácio do Planalto. A trajetória do integrante do governo também inclui uma longa atuação ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), sendo considerado uma figura histórica do petismo.
Segundo o relato apresentado pelo informante à PF, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Berger seriam os canais utilizados por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pela empresária Roberta Luchsinger e pelo empresário Antonio Camilo, conhecido como Careca do INSS, para estabelecer contatos dentro do Ministério da Saúde.
Berger confirmou que ele e Marcola eram os canais de Lulinha, Luchsinger e Camilo na pasta. A informação aparece no contexto das investigações sobre as relações entre empresários e pessoas ligadas ao governo e sobre a atuação de diferentes personagens em órgãos da administração federal.
Na semana passada, foi revelado que a empresária Roberta Luchsinger realizou pagamentos a Marcola. Ele permaneceu no cargo de chefe de gabinete durante todo o atual governo do presidente Lula e deixou a função no dia 21 de julho deste ano.
Os relatos apresentados à Polícia Federal também envolvem o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em depoimentos prestados à PF em 2025, o informante afirmou que Camilo teria realizado pagamentos periódicos a Lulinha em troca de acesso a órgãos ligados à área da saúde durante o governo Lula.
Ainda de acordo com os depoimentos, os acessos estariam relacionados à tentativa de viabilizar a venda de produtos ligados ao canabidiol. A relação descrita pelo informante é alvo de investigação e envolve acusações que são contestadas pelas partes citadas.
As defesas de Antonio Carlos Camilo Antunes, de Fábio Luís Lula da Silva e de Roberta Luchsinger negam as acusações apresentadas nos relatos. As versões das defesas fazem parte do contexto da apuração conduzida pelas autoridades e não representam confirmação das acusações mencionadas nos depoimentos.
O caso reúne diferentes personagens ligados ao setor público e ao setor privado e está sendo analisado a partir de informações e depoimentos obtidos pela Polícia Federal. Os relatos atribuídos ao informante integram as apurações sobre possíveis relações e acessos a órgãos do governo federal. (Com informações do colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil)