Quinta-feira, 26 de Maio de 2022

Home em foco Olimpíadas da China usam 222 milhões de litros de água para produzir neve artificial

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Elemento básico das Olimpíadas de Inverno, a neve foi uma “questão” para a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022. Isso porque, apesar das temperaturas extremas, como as registradas nesta semana (-21º), não há quantidade suficiente do material para compor as pistas de esqui na China.

Se não há neve natural, cria-se então opções artificiais. 100 geradores e 300 canhões com tecnologia europeia transformam água em flocos e se encarregam da missão. O que mais impressiona, no entanto, é a quantidade de água utilizada neste processo: 222 milhões de litros — o suficiente para encher 85 piscinas olímpicas.

A alternativa, no entanto, causa bastante polêmica, já que vai contra o discurso chinês de produzir uma edição sustentável de Jogos Olímpicos. Apesar do reaproveitamento de cinco estádios construídos para as Olimpíadas de Verão de Pequim 2008 e da redução de carbono, economizar água não foi prioridade para a China.

E é importante destacar que Pequim sofre com racionamento de água. A capital chinesa tem apenas 185 metros cúbicos de água per capita por ano para 21 milhões de habitantes, menos de um quinto do que é necessário de acordo com os parâmetros da ONU.

Primeira brasileira a competir nos Jogos de Pequim 2022, Sabrina Cass falou sobre as condições da pista artificial do esqui estilo livre moguls, localizada em Zhangjiakou, região que fica a quase 200 quilômetros da capital chinesa.

“Não é tão ruim não. Tipo, tá meio duro, mas eu nasci esquiando em Vermont e lá tem muitas pedras de gelo o tempo todo então eu estou meio acostumada com os percursos já assim”, explicou Sabrina.

Além da atleta do moguls, outros quatro brasileiros também disputarão os Jogos em modalidades da neve. Manex Silva, Duda Ribeira e Jaqueline Mourão estarão nas provas do esqui cross country. Enquanto Michel Macedo participará do esqui alpino.

Tropicalismo

Um país tropical jamais ganhou uma medalha em Jogos Olímpicos de Inverno. Mas isso não impede que um número crescente de países continue tentando.

O Brasil está levando uma delegação de 11 atletas a Pequim, dois a menos que em Sochi 2014, quando o país bateu o seu recorde de participantes. Ainda assim, é um número maior do que os nove atletas que foram para PyeongChang 2018. O Brasil vai concorrer no esqui cross-country, bobsled, esqui alpino, skeleton e esqui freestyle mogul.

Enquanto os primeiros Jogos de Inverno, em 1924, contaram apenas com 14 países europeus ao lado dos EUA e Canadá, um recorde de 92 países, de todo o mundo, participaram dos últimos Jogos, realizados na Coreia do Sul em 2018.

Em Pequim, são 91 nações concorrentes, incluindo as estreantes Arábia Saudita e Haiti, além de outros países conhecidos pelo clima mais quente, como Timor Leste, Gana e Taiwan.

E, claro, a Jamaica. A ilha caribenha da Jamaica sempre vem à mente quando se pensa em “um país tropical participando das Olimpíadas de Inverno”. E isso se deve a Hollywood e ao filme Jamaica Abaixo de Zero, de 1993.

Baseado na história da equipe jamaicana de bobsled de quatro homens que chegou aos Jogos Olímpicos de Inverno de Calgary em 1998, no Canadá, o filme fez mais do que apenas entreter o público em todo o mundo. Ele inspirou outras “nações sem neve” a tentar a sorte.

E enquanto o país participou de várias Olimpíadas seguintes nos eventos de bobsled de dois homens, Pequim marcará a primeira participação de uma equipe de quatro homens desde os Jogos de Nagano, em 1998.

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