Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022

Home em foco Ômicron: pele, unhas e lábios podem indicar sinais da doença

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Desde o surgimento da variante Ômicron, em novembro de 2021, os cientistas vêm buscando entender os sintomas e a letalidade da nova cepa Ômicron do coronavírus. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, orienta sobre sintomas aparentes nos lábios, na pele e nas unhas que podem indicar contaminação pela  nova variante.

De acordo com o órgão de saúde norte-americano, os três sinais que apontam infecção pela Ômicron são aspectos pálidos, acinzentados ou azulados nas áreas. O tom da pele pode indicar baixos níveis de oxigênio no sangue. Sendo assim, o CDC sugere procurar ajuda imediatamente se notar qualquer mudança de cor.

Os sintomas podem vir acompanhados de dificuldade para respirar, dor ou pressão persistente no peito, indisposição e confusões mentais. Em pessoas mais velhas e vulneráveis, os riscos de aparecimento dos sinais são maiores. Entretanto, pacientes mais jovens e saudáveis também podem, em casos raros, manifestar os sintomas e precisar de ajuda médica.

As autoridades de saúde dos EUA afirmam que tem sido mais difícil identificar os sintomas da Ômicron do que os das cepas anteriores, uma vez que os sinais são parecidos com doenças sazonais, como gripe ou resfriado comum.

Vacina

Embora seja importante estar atento aos sinais de alerta, uma série de estudos mostra que a Ômicron é mais suave do que outras cepas do coronavírus. Contudo, especialistas seguem reforçando a importância das duas dose da vacina e o reforço para controle da pandemia.

O secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, disse em entrevista ao NHS que o país está enfrentando semanas difíceis com a onda de contaminações pela Ômicron, e afirma que “a melhor coisa que as pessoas podem fazer é obter a dose de reforço”.

“Sabemos agora que a Ômicron é menos grave. Nossas análises mais recentes também mostram que a chance de hospitalização pela cepa é quase 90% menor do que a Delta”, declarou.

Inesperada

O surgimento de uma variante do coronavírus tão transmissível quanto a Ômicron não era esperado, segundo o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, Álvaro da Costa.

Em entrevista, o médico afirmou que os dados até o momento indicam que a variante é “muito menos grave. Mas não dá para afirmar com certeza ainda porque pessoas não vacinadas podem evoluir para uma forma mais grave da doença”.

“A principal característica dela é ser muito transmissível, a gente não esperava uma variante com esse potencial devastador de transmissão”, diz.

Nesse sentido, as projeções atuais são de que o Brasil enfrente um revés na situação sanitária, com um aumento de casos e óbitos devido à Ômicron.

“É difícil acreditar que só tivemos um óbito por Ômicron no Brasil. Os dados de quantidade de casos, testagem, internação e óbitos estão muito defasados. Quem é médico, atende os pacientes, já via o aumento de casos muito antes dos boletins do Ministério da Saúde, e é muito ruim não ter esses dados porque dá a impressão que as coisas estão fluindo de um jeito mais brando”, afirma.

Segundo o infectologista, nesse momento os não imunizados ou com imunização incompleta representam o maior número de pessoas que estão internadas em UTIs, precisando de oxigênio.

Em geral, a lotação maior tem se concentrado nos pronto-socorros, e a recomendação atual é que eles sejam procurados apenas caso os sintomas persistam ou se agravem, já que os vacinados têm, em geral, um quadro mais leve.

“Geralmente temos visto pacientes com um estado preservado, muito diferente do que a gente viu nas ondas anteriores da Covid-19, quando os pacientes já chegavam graves, com falta de ar, precisando colocar no oxigênio, necessitando que já encaminhasse para a UTI”, diz.

Nesse cenário, pessoas com comorbidades, não vacinadas ou de imunização incompleta são as mais ameaçadas pela Covid-19.

“Quando começa a ter muito caso, mesmo da variante Ômicron, começa a ter mais caso grave, claro que em uma proporção menor do que a gente viu nas primeiras ondas, mas começa a nos preocupar porque começa a aparecer pacientes que precisam internar”.

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