Quinta-feira, 26 de Maio de 2022

Home Economia Operação-padrão dos auditores da Receita ainda não afeta abastecimento de combustíveis

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A operação-padrão dos auditores da Receita Federal não prejudicou o abastecimento de combustíveis, até o momento, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O órgão regulador está acompanhando a situação por meio das empresas do setor, que prestam informações a ela.

“A agência continuará monitorando a situação e, caso necessário, tomará as providências cabíveis para garantir o abastecimento”, afirmou a ANP. A paralisação começou no dia 28 de dezembro.

Combustíveis importados

Milhares de litros de combustíveis estão se acumulando nos tanques dos terminais do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, por causa da operação-padrão dos auditores da Receita. O porto paulista é a principal porta de entrada de gasolina e óleo diesel no País.

Com o atraso da operação, os custos de importação vão subir e a conta pode chegar ao consumidor final, que deverá pagar mais pelos combustíveis, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Segundo a Abicom, há uma cobrança adicional que é paga quando o navio excede o tempo permitido para realizar as operações de descarga ou de embarque, que gira em torno de US$ 22 mil por dia por embarcação. “Estes custos redundarão em aumentos nos preços dos combustíveis, como óleo diesel e gasolina”, diz a associação.

Os importadores de combustíveis associados à entidade não chegaram a ser afetados pela paralisação dos caminhões, até porque eles não estão conseguindo retirar seus produtos dos portos.

“Além da elevação dos preços, a operação padrão iniciada pelos auditores fiscais poderá provocar o desabastecimento (de combustíveis) no mês de janeiro de 2022, uma vez que, as refinarias nacionais não têm capacidade para atender a demanda nacional e os volumes importados são necessários para completar o suprimento de diesel e gasolina para as distribuidoras de combustíveis”, afirmou a Abicom, em nota.

Um alerta sobre os impactos nos preços dos combustíveis e no abastecimento nacional foi entregue pela entidade ao Ministério da Economia na quinta-feira (6).

No documento, eles argumentam também que as liberações das cargas importadas, que normalmente são processadas em um ou dois dias, já estão demorando mais de dez dias. Afirmam também que não estão sendo cumpridos os prazos previstos em instrução normativa.

A operação dos auditores da Receita já chegou a afetar também a circulação de caminhões. Os servidores da Receita protestam contra a falta de previsão no Orçamento do pagamento de bônus extra à categoria.

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