Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026

Home Política Os candidatos à Presidência Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro usaram as suspeitas envolvendo pessoas próximas a Lula para tentar vincular o presidente à imagem de corrupção e a desvios no INSS

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A abertura de três inquéritos para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho de Luiz Inácio Lula da Silva, e a apuração que envolve o ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, transformaram-se em munição contra o petista na disputa presidencial.

Os candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) usaram as suspeitas envolvendo pessoas próximas a Lula para tentar vincular o presidente à imagem de corrupção e a desvios no INSS, durante sabatina promovida pelo G4 e O Antagonista, em São Paulo.

Ao falar para agentes do mercado financeiro e empresários, Caiado explorou os inquéritos abertos para investigar Lulinha – como é conhecido o empresário Fábio Luís – e disse que as acusações de irregularidades chegaram perto de Lula. “O escândalo do príncipe já chegou na antessala do rei”, disse o candidato do PSD à imprensa, depois do evento. Caiado destacou também investigações contra o senador Flávio Bolsonaro.

“O secretário-executivo do Lula… Você sabe que [o presidente] tenta implantar uma monarquia no Brasil para cuidar do príncipe, para não deixar que ele seja atingido. Agora já está ficando sem explicações, porque o problema já chegou na antessala do rei”, disse Caiado a jornalistas. “É algo que mostra ainda mais o envolvimento do governo com escândalos e com a corrupção. É um envolvimento direto. Você já está falando que ali é o secretário do presidente.”

Lulinha é investigado por suspeitas de tráfico de influência e suposto envolvimento em um esquema ilícito no INSS. Já Marcola aparece na investigação sobre supostas irregularidades no INSS. A Polícia Federal investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Lulinha, a Marcola.

O ex-chefe de gabinete de Lula deixou o cargo há duas semanas e está na campanha à reeleição do presidente. Marcola negou qualquer irregularidade no empréstimo pessoal e afirmou que os recursos foram obtidos por meio de um empréstimo, sem detalhar o valor, e que a dívida já foi quitada. (Com informações do Valor Econômico)

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