Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de agosto de 2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito que investiga, entre outros pontos, transferências em dinheiro pela lobista Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Luchsinger é investigada pelas relações com o também lobista Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”.
Esse é o terceiro inquérito instaurado pela PF envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Contudo, nestes autos, Lulinha aparece como um personagem lateral, enquanto Roberta e Marcola seriam os fios condutores da investigação, que apura qual seria a finalidade dos pagamentos ao ex-assessor. A suspeita dos investigadores é de que os repasses implicariam, como contrapartida, a obtenção de contratos com o governo federal.
A nova investigação, que arrasta para a crise o gabinete presidencial, caiu como uma bomba na campanha e rachou o tima lulista quanto à estratégia para lidar com o episódio. Lula pediu ao assessor que desse explicações públicas sobre a ligação com Luchsinger, o que ele fez no início da noite de terça (4).
Marcola contratou o advogado Georges Abboud para defendê-lo. Na noite de terça, ele divulgou uma nota explicando que fez um empréstimo pessoal com Roberta, de natureza privada, e que já o quitou com uma transferência bancária de R$ 249 mil. Ele colocou os sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça e afirmou que sempre pautou sua atuação “pela ética, compromisso e transparência”.
Em outra nota, a defesa de Lulinha afirmou que recebeu com “absoluta tranquilidade” a notícia da instauração de mais um inquérito. “Temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino.” Mas a defesa ressaltou que pediu aos órgãos responsáveis “providências enérgicas contra vazamentos reiterados, seletivos e criminosos”, cirando a “instrumentalização de setores da Polícia Federal e serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade”.
A defesa de Roberta Luchsinger disse que se manifestará somente nos autos do processo.
Na manhã de terça, a coordenação da campanha de Lula se reuniu no Palácio da Alvorada para avaliar a repercussão do noticiário sobre a ligação de Marcola com Roberta e o terceiro inquérito envolvendo Lulinha, bem como para discutir o impacto eleitoral e alinhar a melhor estratégia de reação. (Com informações do Valor Econômico)