Domingo, 03 de Março de 2024

Home em foco Os preteridos por Tite: quem são e por que não foram convocados para Copa

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Cinquenta e cinco jogadores foram convocados por Tite ao longo das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Nesta segunda-feira, ele revelou os 26 que vão para o Catar. Automaticamente, jogou luz também sobre aqueles que foram os principais preteridos ao fim deste ciclo. Jogadores livres de lesão, saudáveis para ir ao Mundial, mas que ficaram pelo caminho.

“Quando estivemos juntos, sentiram que tipo de comportamento eu e a comissão tivemos. Esse é o sentimento maior. Há um respeito profissional, humano, em relação a cada um deles. Mais do que falar publicamente, nosso comportamento com cada um deles é do dia a dia. Constata quando olha, vê a expressão, se o cara te dá atenção. E são escolhas te trazem esse peso de deixar alguém fora”, afirmou o treinador após a convocação.

Alguns nomes preteridos se destacam. Confira abaixo os principais e os motivos para terem sido deixados fora da relação final.

Renan Lodi: No início do ciclo, o lateral-esquerdo despontou como forte candidato a ir à Copa do Catar, mas acabou ficando fora da relação. Dois momentos, um dentro e outro fora de campo, pesaram contra ele. Primeiro, a falha no gol de Di María, que acabou custando o título da Copa América de 2021. O pior, quando deixou de se vacinar contra a Covid-19 e por conta disso perdeu partidas pelas Eliminatórias. Os jogadores haviam sido informados de que precisariam estar com o esquema vacinal completo para servirem à seleção. Mesmo assim, Lodi não tomou sua dose.

Douglas Luiz: Elogiado por Tite desde que despontou ainda no Vasco, o volante trilhou caminho de ascensão na seleção, primeiro sendo campeão olímpico em Tóquio, depois disputando as Eliminatórias e a Copa América pela seleção principal. Perdeu espaço nos últimos tempos, quando se consolidou como opção para jogar como volante de contenção – neste caso, Casemiro e Fabinho estão muito à frente do jogador do Aston Villa. Além disso, Tite abre mão cada vez mais de ter em campo ao mesmo tempo dois marcadores sem chegada ao ataque.

Matheus Cunha: Outro jovem que ganhou oportunidades com Tite, em uma crescente que passou pela seleção olímpica. É sempre muito elogiado pelo treinador, mas não conseguiu grandes feitos quando atuou pela equipe principal. Além disso, sua temporada pelo Atlético de Madrid é apagada, com 16 jogos e nenhum gol marcado. Para um centroavante como ele, com competição dentro da seleção tão acirrada, isso tudo pesou.

Roberto Firmino: O atacante é um dos jogadores mais convocados por Tite desde que ele chegou à seleção brasileira. Esteve com o treinador na Copa do Mundo da Rússia, assim como foi lembrado na última sequência de amistosos antes da convocação final para o Catar. Mas o fato de não ter entrado em campo já sinalizou que estava faltando algo. Firmino não resistiu à ascensão de Pedro.

Gabigol: É o jogador não convocado por Tite com mais partidas disputadas nas Eliminatórias, oito, o que torna a ausência ainda mais dolorosa para o atacante do Flamengo. Foi uma das principais opções do técnico enquanto ele ainda tentava encontrar uma formação ofensiva ideal. O esquema na frente encaixou sem que o Brasil precisasse de um jogador com suas características – um atacante de mobilidade, com presença na área, mas também capaz de sair da área. Gabigol, por outro lado, jamais conquistou Tite. Não tanto pelo bom futebol, mas pelo comportamento, pela postura individual. Embora tenha crescido e amadurecido nesta temporada no Flamengo, sendo decisivo outra vez na final da Libertadores.

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