Terça-feira, 16 de Julho de 2024

Home Política Pai de Cid fez movimentações “atípicas” de quase R$ 4 milhões

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O general Mauro César Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), movimentou quase R$ 4 milhões em contas bancárias entre fevereiro de 2022 e maio deste ano. É o que aponta o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

As transações foram consideradas “atípicas” para “agentes públicos”. O documento que relata o valor de R$ 3.914.157 foi enviado à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara dos Deputados.

Além do próprio general, que foi colega de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) na década de 1970, outras três pessoas da família registraram movimentações atípicas:

– Mauro Barbosa Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
– João Norberto Ribeiro: tio da esposa de Mauro Barbosa Cid, Gabriela Cid;
– uma das filhas de Mauro Barbosa Cid.

Ao todo, o general Cid recebeu R$ 1.949.104 em suas contas e enviou R$ 1.965.053.

Segundo dados do Portal da Transparência do governo federal, ele recebe um salário líquido de R$ 23.896,43.

Entre as transações que chamaram atenção do COAF, estão:

– janeiro/2023: Mauro Cesar Lourena Cid enviou R$ 62.683,53 para uma conta própria nos Estados Unidos. Foram quatro transações de US$ 3 mil. Na ocasião, seu filho, Mauro Cid, e a esposa, Gabriela Cid, estavam no país acompanhando o ex-presidente Bolsonaro;
– março/2023: outras seis transferências do pai de Cid totalizaram R$ 89.731,30. Todas realizadas antes do retorno de Bolsonaro para o Brasil, em 30 de março.

Para o Coaf o fato de essas remessas de dinheiro para os Estados Unidos terem sido realizadas em sequência e limitadas em US$ 3 mil, desobrigaram Lourena Cid a declarar o motivo das transferências.

Entre janeiro e março, Cid enviou R$ 152.414,83. O Coaf apontou que o general da reserva realizou “movimentações atípicas de recursos por agentes públicos”, “transferências unilaterais que, pela habitualidade, valor ou forma, não se justifiquem ou apresentem atipicidade”.

Essas transferências elencadas pelo Conselho são referentes a uma série de transações que o pai de Mauro Cid fez entre as próprias contas bancárias, antes de enviar valores para o exterior.

De acordo com informações do órgão, esse tipo de ação impede de saber qual “a real origem e destino dos recursos” transferidos. De uma conta que Mauro Lourena Cid utiliza para resgatar investimentos, ele enviou R$ 80 mil em duas contas diferentes do subtenente Cleomar Antônio de Pina, que em fevereiro assumiu o cargo de adjunto de Comando do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB).

Por fim, para o filho, Mauro Cid, o pai enviou R$ 43 mil, em seis transações entre fevereiro do ano passado e maio deste ano.

Pai de Mauro Cid

Mauro César Lourena Cid é general do Exército e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras, nos anos 1970. Durante o governo do ex-presidente, o militar ocupou um cargo federal em Miami (EUA) ligado à Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos ).

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