Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026

Home Acontece Palestra na Rede Pampa aborda o papel da alimentação para o alcance da longevidade

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A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) da Rede Pampa chegou à penúltima palestra nesta sexta-feira (6), o momento foi guiado por uma abordagem voltada à construção de hábitos alimentares saudáveis e seus reflexos no processo de envelhecimento. Desta vez, a emissora recebeu a nutricionista e palestrante Elisângela Freitas, que conduziu o encontro com base no tema: “Você está vivendo no modo sobrevivência ou construindo longevidade?”.

Ao longo da atividade, a especialista explicou de que maneira a alimentação nutritiva, aliada ao sono de qualidade, à hidratação adequada e à prática de atividades físicas, especialmente a musculação, contribuem tanto para a prevenção, quanto para o controle de doenças. “O nosso corpo necessita de uma previsibilidade, uma rotina. Ter horário para dormir, para fazer as nossas refeições, faz parte do processo de longevidade. Isso pode ser iniciado desde o começo da vida adulta até os 60 e 80 mais. Nunca é tarde para estabelecer essa rotina”, afirmou.

Além da necessidade de manter um hábito alimentar equilibrado, Freitas também ressaltou a importância de desacelerar e evitar distrações durante as refeições, tendo o cuidado de mastigar diversas vezes o alimento e deixando de lado o uso de celular neste momento, por exemplo. O teor dos conteúdos consumidos nos aparelhos digitais, no decorrer do processo de alimentação, pode ser prejudicial à saúde. Notícias sobre acidentes, catástrofes e acontecimentos semelhantes são capazes de desencadear ansiedade e, por conseguinte, comprometem a atenção ao prato. 

Por isso, a recomendação é transformar esse instante  em uma pausa prazerosa. A atenção ao ato de comer e mastigar adequadamente geram uma melhor relação com os alimentos e auxiliam na prevenção de enfermidades. “Parar para respirar, escolher alimentos melhores, sentir o sabor deles, mastigar com calma e sem distração, com certeza irá impactar em saúde”, explicou. Também, a convidada enfatiza que o cuidado que temos com a nossa alimentação, reflete diretamente na relação que temos com nós mesmos. “Investir em comida é investir na gente, é se valorizar”, afirmou.

A nutricionista refletiu, ainda, que as necessidades alimentares acompanham as mudanças de cada fase da vida e devem considerar os objetivos, os exames e as condições individuais de pessoa para pessoa. Na faixa dos 20 anos, quando a preocupação costuma estar mais relacionada à estética e ao presente, por exemplo, o consumo de vitaminas específicas pode ser crucial. Já a partir dos 40 anos, especialmente para mulheres na perimenopausa, é necessário observar as alterações hormonais e priorizar alimentos que favoreçam o conforto e o bem-estar, em conjunto com o acompanhamento médico. 

A construção da longevidade precisa começar não apenas quando surgem problemas de saúde. Segundo Freitas, os hábitos adotados na juventude repercutem nas décadas seguintes, tornando a prevenção um cuidado indispensável. O ambiente e o círculo social também exercem influência nesse processo, já que a convivência com pessoas que praticam atividades físicas e mantêm uma alimentação equilibrada pode estimular escolhas semelhantes. 

“A pessoa vai buscar mudar dependendo do círculo de amigos que se insere, porque o ambiente faz escolhas. Essa identificação gera interesse. Então, se eu tenho uma tribo que se cuida, que malha, corre, passeia, come bem, eu vou querer fazer parte disso.”

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