Sexta-feira, 24 de Maio de 2024

Home em foco Para deputado estadual, campanha mais cara foi de 1 milhão e 200 mil reais; a mais barata custou 106 reais

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Os gastos de campanha declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram uma disparidade de até 12 mil vezes dos valores registrados pelos deputados estaduais eleitos em 2022.

Carlos Eduardo Pignatari, do PSDB de São Paulo, foi eleito para a Assembleia Legislativa do Estado com um gasto de campanha R$ 1,26 milhões. A maior registrada até o momento.

No extremo oposto, está a candidatura de Rárison Francisco Rodrigues Barbosa (PMB), que vai assumir uma cadeira na Assembleia de Roraima, depois de gastar apenas R$ 106 na campanha, segundo os dados parciais registrado no TSE.

Além dos dados faltantes dos deputados estaduais de Alagoas, cuja base do TSE passa por ajustes, nove candidatos eleitos estão com prestação de contas das despesas zeradas.

Entre os dados, não constam as despesas dos 24 deputados estaduais eleitos do Rio Grande do Norte, pois estão sendo revisados pelo TSE.

Financiamento próprio

Outro recorte mostra como as campanhas utilizaram os recursos de campanha este ano. Entre os candidatos eleitos em todo País, 799 recorreram a recursos próprios para financiar as campanhas. Em valores absolutos, Wilder Pedro Morais (PL) foi eleito senador por Goiás com a maior quantia gasta do próprio bolso: R$ 440 mil.

Em segundo lugar, vem o filho do senador Renan Calheiros, José Renan Vasconcelos (MDB-AL), que desembolsou R$ 364 mil para ser eleito. O terceiro que mais gastou em recursos próprios foi o deputado federal eleito Maurício Fonseca Ribeiro, do União Brasil de Rondônia (R$ 357 mil).

Apesar dos altos valores, a proporção do autofinanciamento em relação à receita total para esses candidatos foi baixa. Para José Renan foi de apenas 10,8%, enquanto para Maurício Fonseca, 16,9%. No caso de Wilder Morais, candidato com a maior receita absoluta oriunda do próprio candidato, a proporção chegou a 30,5%.

O ranking segundo a maior proporção de recursos próprios utilizados pelos candidatos segundo o total da receita de cada um mostra outra distribuição. Oito candidatos foram eleitos com 100% de financiamento da campanha com recursos do próprio bolso. Todos são deputados estaduais.

É caso de Francisco Alves Machado Neto (Solidariedade-RJ), que desembolsou R$ 125 mil para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio. Em seguida, vem Francisco Nagib Buzar (PSB-MA), que aplicou do próprio bolso R$ 123 mil na sua candidatura a deputado estadual.

No geral, o maior número de candidatos a deputados estaduais com maiores percentuais de financiamento próprio de campanha está relacionado a um padrão. Quem concorre pelas assembleias legislativas desembolsa mais do próprio bolso. Em média, cerca 17,4% dos recursos de campanha para deputado estadual são de financiamento próprio, seguido daqueles que concorrerem o cargo de deputado distrital (12,8%), e deputado federal, com apenas 6,5%.

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