Segunda-feira, 06 de Julho de 2026

Home em foco Partido Progressistas recebe acenos de que o Ministério de Desenvolvimento Social será fatiado

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Apesar dos acenos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que manterá Wellington Dias (PT) no comando do Ministério do Desenvolvimento Social, deputados do Partido Progressistas (PP) continuam a receber informações de ministros palacianos de que a divisão da pasta continua, sim, na mesa e que o presidente viajou para a África com esse fatiamento como principal alternativa.

O espaço que o PP ocupará no governo vem travando a reforma ministerial há semanas. A sigla pede também um ministério próprio e já recebeu a promessa de que poderá indicar a presidência da Caixa Econômica Federal – estão no páreo a ex-deputada Margarete Coelho (PP-PI), favorita do PT, e a secretária de Planejamento do Rio Grande do Sul, Danielle Calazans.

O partido queria comandar a Saúde, mas foi vetado por Lula. Desde então, passou a mirar o controle do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família e também por um grande volume de emendas parlamentares e verbas próprias para programas governamentais.

O líder do PP, André Fufuca (MA), é o nome indicado pelo partido para ministro, mas até agora não se chegou a uma decisão de qual área. O PT quer emplacá-lo numa área com orçamento menor, como o Ministério da Micro e Pequena Empresa, que seria recriado, ou o da Ciência e Tecnologia, com o deslocamento do PCdoB para outro setor, mas o PP não aceitou.

Lula se reuniu com Wellington Dias na semana passada, em meio as negociações, e o ministro gravou um vídeo em que afirma que o presidente o mandou seguir com o trabalho. O lançamento do programa “Brasil Sem Fome” deve ocorrer no Piauí, Estado que o ministro governou por quatro vezes, num gesto simbólico para o aliado.

Ministros palacianos, contudo, continuam a informar aos deputados do PP que a principal proposta na mesa de Lula para contemplar o partido é a divisão do Desenvolvimento Social e que a ideia não está descartada, embora ele tenha ficado de decidir apenas na próxima semana, quando volta da África.

Dias ficaria com o Bolsa Família e os programas voltados ao combate à fome, enquanto Fufuca comandaria os demais programas sociais do ministério e a liberação das emendas. Outra possibilidade, menos provável, é Dias voltar ao Senado e o Bolsa Família ficar com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, comandado por Esther Dweck.

Republicanos

Fontes do governo dizem que também não está confirmado ainda que o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) assumirá o Ministério dos Portos e Aeroportos no lugar de Márcio França (PSB). Embora essa fosse a hipótese considerada mais provável, o presidente ainda não bateu o martelo e deve voltar a negociar com a sigla.

O impasse é França perderia um ministério importante para sua base eleitoral, com o comando do Porto de Santos, para o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário.

Por isso, há a defesa de que “Silvinho” seja nomeado para o Ministério da Ciência e Tecnologia e a atual ministra, Luciana Santos (PCdoB), seja deslocada para o Ministério das Mulheres ou para o futuro Ministério da Micro e Pequena Empresa.

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