Sábado, 26 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de setembro de 2026
O advogado Marcelo Bessa, do escritório Ávila de Bessa, deixou na quinta-feira (24) a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso da trama golpista que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).
A saída ocorreu depois de a equipe de advogados do ex-chefe do Executivo desistir de um pedido da defesa para suspender a pena de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Protocolado na quinta, o requerimento havia sido feito no âmbito de um pedido de revisão criminal que tramita no Supremo. No entanto, menos de três horas depois, a defesa do ex-presidente recuou e desistiu da suspensão da pena.
Segundo a Folha de S.Paulo, a desistência do pedido foi motivada por divergências na equipe de advogados que representam Bolsonaro em processos que tramitam na corte.
Logo após o recuo, a defesa do ex-presidente comunicou a saída de Bessa do time. Nota divulgada pela equipe afirma que, a partir de agora, o caso referente à trama golpista ficará a cargo apenas dos advogados que atuaram na defesa de Bolsonaro durante a ação penal.
“Trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa. A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal. Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar. O escritório Ávila de Bessa não atuará mais no caso”, diz a nota.
Advogado do PL, Bessa já atuou nas defesas de Bolsonaro e do presidente do partido, Valdemar Costa Neto. Ele também atuou no jurídico da campanha do filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
Revista do ‘Financial Times’ traz família Bolsonaro na capa
A revista de fim de semana do jornal inglês Financial Times (FT), publicada neste sábado (26), trouxe em sua capa uma reportagem sobre a família Bolsonaro em que afirma que, se o candidato Flávio (PL) vencer as eleições no próximo dia 4, a “Casa de Bolsonaro será consolidada como uma dinastia política, em vez de uma anomalia isolada”.
Intitulada “Escândalo e sucessão na família Bolsonaro”, a matéria diz que os membros da família oscilam entre “o conservadorismo e o caos” e chama o “clã” de radical e disfuncional. “Eles praticam um estilo paranoico de política”, acrescenta. “Assim como a família Trump, personificam o espírito político dos anos 2020: o superficial e o sinistro, a fusão de celebridade, redes sociais e a busca pelo poder.”
A capa da revista traz uma caricatura que remete ao seriado americano Succession, em que três filhos disputam o comando de um conglomerado de mídia enquanto a saúde de seu pai se deteriora. (Com informações dos portais Folha de S. Paulo e Terra)