Sábado, 06 de Junho de 2026

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Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos trabalhadores brasileiros avaliam não correr risco de demissão ou de ficar sem trabalho. Outros 9% dizem ver alguma chance de que isso ocorra, enquanto para 19%, o risco é grande. Os números são os melhores registrados desde 2013.

O levantamento, feito nos dias 12 e 13 de maio, foi realizado em um momento em que a taxa de desocupação —que mede o percentual de pessoas procurando trabalho— está em nível historicamente baixo: cerca de 6%, depois de chegar a quase 15% durante a pandemia de Covid-19.

O percentual dos otimistas —aqueles que não esperam ficar sem trabalho— é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (80%) e funcionários públicos (84%). Ele é menor (65%) entre aqueles com renda de até dois salários mínimos (R$ 3.242).

O Datafolha ouviu pessoas que atualmente possuem um trabalho —formal ou não— e fazem parte da PEA (População Economicamente Ativa), como assalariados, autônomos e empresários. Desempregados, aposentados e estudantes, por exemplo, não entram na conta.

Foram 1.312 entrevistados com 16 anos ou mais em 139 municípios em todo o Brasil. A margem de erro para esse dado é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Otimismo recorde
O otimismo apontado pela pesquisa está em um dos patamares mais elevados na série histórica do Datafolha. Valores acima da marca de 70% foram verificados anteriormente no segundo governo Lula (2007-2010) e no primeiro governo Dilma Rousseff (2011-2014).

No final desse período, o Brasil entrou na maior recessão da história recente. Na época, o desemprego chegou a quase 14% e permaneceu elevado até 2021. Atualmente, está em 6,1%.

O recorde registrado pelo Datafolha foi de 75% de pessoas que avaliavam não haver risco de ficar sem trabalho, em março de 2013. Na época, o desemprego medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estava em 8%.

Na última vez em que o instituto fez o mesmo questionamento, em julho de 2019, 58% disseram não correr risco de ser demitidos ou ficar sem trabalho, 25% viam algum risco e 15%, grande risco. Naquele momento, a taxa de desocupação era de 11,9%.

Em outra pergunta sobre o tema feita na mesma pesquisa, 58% dos entrevistados disseram que a possibilidade de ficar sem emprego ou trabalho é uma coisa que não lhes dá medo. Para 21%, é o que mais lhes dá medo. Para 20%, é uma das coisas que desperta esse sentimento. Esses resultados também estão próximos dos patamares vistos de 2010 a 2014.

Na última vez em que o instituto fez o mesmo questionamento, em julho de 2019, 41% disseram que a falta de trabalho era uma coisa que não lhes dava medo. Para 31%, era o que lhes dava mais medo. Para 26%, era uma das coisas que os preocupava.

Atualmente, o percentual dos que estão despreocupados é maior nas faixas de pessoas mais escolarizadas (61%), com 60 anos ou mais (65%) e com renda superior a 10 salários mínimos (75%). O índice é de 50% nas faixas menos escolarizadas, entre pessoas de 16 a 24 anos e no grupo com renda de até dois mínimos. Com informações da Folha de S. Paulo.

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