Quarta-feira, 18 de Maio de 2022

Home Mundo Por que a Rússia desconfia da Otan, que tem papel importante no conflito na Ucrânia

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Os países-membros da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão avaliando até que ponto deveriam ajudar a Ucrânia no conflito com a Rússia. Moscou, por sua vez, exige que a aliança encerre suas atividades militares no leste da Europa. Diante da possibilidade de uma invasão na Ucrânia por parte da Rússia, os países da Otan estão em alerta.

Eles estão avaliando até que ponto devem ir para ajudar a Ucrânia diante de uma possível invasão da Rússia. A aliança, que inclui Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, entre outros, está intensificando a preparação militar para potencialmente responder à presença de tropas russas na fronteira entre Rússia e Ucrânia.

Mas, o que é a Otan e qual sua relação histórica com Moscou?

A Otan é uma aliança militar formada em 1949 por 12 países, entre eles EUA, Canadá, Reino Unido e França. Os seus membros têm o compromisso de se defender mutuamente em caso de ataque armado contra qualquer um deles. O objetivo inicial da Otan era responder à ameaça de expansão da União Soviética na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

Em 1955, a União Soviética reagiu à Otan criando sua própria aliança militar de países comunistas do leste da Europa, com o chamado Pacto de Varsóvia.

Após o colapso da União Soviética em 1991, vários países do antigo Pacto de Varsóvia se tornaram membros da Otan, como Polônia, Hungria e Estônia. Agora, a aliança conta com 30 países-membros.

Rússia, Otan e Ucrânia

A Ucrânia é uma antiga república soviética que faz fronteira com a Rússia e a União Europeia. Não é membro da Otan, mas é um “país-associado”, o que significa que pode se unir à aliança no futuro. A Rússia quer garantias por parte das potências ocidentais de que isso nunca ocorrerá, algo que o Ocidente não parece disposto a oferecer.

A Ucrânia tem uma grande população étnica russa e estreitos laços sociais e culturais com a Rússia. Estrategicamente, o Kremlin o enxerga como quintal da Rússia.

O presidente Putin afirma que as potências ocidentais estão utilizando a Otan para cercar a Rússia e quer que a organização cesse suas atividades militares no leste da Europa.

Ele argumenta há muito tempo que a União Europeia rompeu com uma garantia que deu em 1990 de que a Otan não faria uma expansão rumo ao leste.

A Otan rechaça essa afirmação e diz que só um número reduzido de seus Estados-membros compartilham fronteiras com a Rússia, além de sustentar que trata-se de uma aliança defensiva, não ofensiva.

Muitos acreditam que o deslocamento de tropas russas para a fronteira da Ucrânia pode ser uma tentativa de obrigar o Ocidente a levar a sério as demandas de segurança da Rússia.

No passado – Quando os ucranianos depuseram o seu presidente pró-Rússia no início de 2014, a Rússia anexou a península da Crimeia, ao sul da Ucrânia. Também respaldou separatistas pró-Rússia que ocuparam grandes territórios ao leste da Ucrânia.

A Otan não interveio, mas respondeu colocando tropas em vários países do leste europeu pela primeira vez.

A aliança ossui quatro grupos de batalha multinacionais do tamanho de um batalhão na Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia; e uma brigada multinacional na Romênia.

A Otan também ampliou sua vigilância aérea nos países bálticos e no leste da Europa para interceptar qualquer avião russo que ultrapasse a fronteira de seus Estados-membros.

A Rússia exige que esse poderio bélico seja retirado daquela região.

O presidente dos EUA, Joe Biden, já disse que a Rússia vai “pagar um preço alto” se invadir a Ucrânia. Os EUA colocaram em alerta 8,5 mil soldados prontos para o combate, mas o Pentágono disse que só deslocaria essas tropas se a Otan decidir ativar uma força de reação rápida.

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