Domingo, 12 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de abril de 2026
Com todos os 132 postos de saúde abertos, passe-livre nos ônibus e condições climáticas favoráveis, o “Dia D” da vacinação contra gripe em Porto Alegre teve nesse sábado (11) uma ampla adesão por parte dos diversos públicos prioritários da campanha. Os números oficiais devem ser divulgados pela prefeitura na segunda-feira.
“A ampliação do acesso e o esforço das equipes contribuíram para a grande procura pela imunização, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades”, ressalta a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
O prefeito Sebastião Melo e o titular da SMS, Fernando Ritter, conferiram a mobilização em unidades como o Modelo (bairro Santana), uma das mais tradicionais da capital gaúcha. Ele declarou, na ocasião:
“Já me vacinei antes do ‘Dia D’ e estou na rua desde cedo, acompanhando de perto a imunização pela cidade, com todos os postos abertos e passe-livre para facilitar o acesso da população. A gente acredita na ciência e, quando a gente se protege, também cuida de quem está ao redor e ainda ajuda a evitar a superlotação das emergências”.
Ritter avaliou o ‘Dia D’ como bem-sucedido, mas fez um alerta em relação à cobertura vacinal da população infantil: “Tivemos uma adesão muito significativa da população neste ‘Dia D’, o que demonstra a confiança no sistema público de saúde e a consciência coletiva sobre a importância da vacinação. Mas ainda nos preocupa a baixa procura pelas doses entre crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, público vulnerável a infecções respiratórias, muito comuns no inverno”.
A meta do município é imunizar 90% de crianças, idosos e gestantes. Quem ainda não recebeu a dose neste ano precisa atualizar sua situação vacinal até o dia 31 de maio, data-limite da campanha nacional realizada pelo Ministério da Saúde.
Saiba mais
Produzido pelo Instituto Butantan-SP sob encomenda do Sistema Único de Saúde (SUS), o fármaco contra gripe é gratuito, seguro e triplamente eficaz, protegendo contra manifestações graves da doença por quem contrai o vírus em suas variantes “A H1N1”, “B” e “A H3N2”.
A campanha tem como alvo em sua fase atual os idosos (60 anos ou mais), crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indígenas, quilombolas, indivíduos com comorbidades, deficiência, baixa imunuidade ou situação de rua. Completam a lista os trabalhadores da saúde, educação, transporte público, segurança pública, Correios e sistema prisional, além de caminhoneiros, portuários e detentos.
Para receber a dose é necessário apresentar autodeclaração (gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência), caderneta de vacinação (para crianças) ou atestado médico (para condições de saúde previstas na campanha). Carteira de trabalho ou crachá profissional, por sua vez, são aceitos como comprovante de atuação em atividade considerada prioritária).
(Marcello Campos)