Domingo, 16 de Janeiro de 2022

Home Economia Possibilidade de redução da taxa básica de juros ainda em 2022 parece mais distante

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Embora a visibilidade sobre os rumos da economia no próximo ano ainda seja baixa, uma certeza no mercado é que o ciclo de elevação de juros, que teve início em março, não chegou ao fim e irá continuar nas primeiras reuniões de 2022 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Além disso, as chances de a taxa básica Selic começar a ser reduzida no próximo ano parecem cada vez menores. Levantamento feito com 107 instituições financeiras e consultorias, ouvidas entre os dias 15 e 20 de dezembro, aponta uma mediana de 11,75% para a Selic no encerramento do atual ciclo de alta — e o mesmo patamar no fim de 2022.

Na pesquisa anterior, realizada antes da reunião do Copom de dezembro, os economistas de mercado já projetavam a Selic em 11,75% no fim do ciclo, mas o ponto-médio das estimativas indicava uma taxa algo mais baixa no fim de 2022, em 11,5%. A Selic está atualmente em 9,25% anuais.

“O cenário de inflação não vai permitir que o BC pense em corte de juros, sob o risco de perder as expectativas”, afirma o economista-chefe e sócio da Quantitas, Ivo Chermont.

“Se nós estivermos certos sobre a inflação, as expectativas para 2023 vão piorar lá pelo meio do ano que vem. Seria difícil cortar juros na hora em que as expectativas mais longas estão piorando”, aponta. A Quantitas, no momento, projeta o IPCA em 5,8% em 2022, bem acima do teto da meta (5%).

BRP

O Brasil tem condições de observar uma desaceleração significativa da inflação em 2022, o que deixará o Banco Central mais confortável para ancorar expectativas sem precisar levar a Selic ao patamar indicado pelo consenso de mercado, avalia Nelson Rocha Augusto, economista e presidente do Banco Ribeirão Preto (BRP).

Pesquisa do Valor com analistas aponta para uma Selic mediana de 11,75% no fim do atual ciclo de aperto monetário e, também, em dezembro de 2022. Rocha, porém, vê a taxa subindo a 10,25% na primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), em fevereiro, e fechando 2022 em 9%.

PIB do Brasil

O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) mostrou nova deterioração no cenário de crescimento econômico do Brasil. A redução na previsão mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 foi de 4,58% para 4,51%. Há quatro semanas, estava em 4,78%. Para 2022, a projeção de expansão do PIB recuou de 0,50% para 0,42%. Há um mês, estava em 0,58%.

Considerando apenas as 36 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2021 continuou em 4,50%. Para 2022, também foram feitas 36 atualizações nos últimos cinco dias, com a estimativa passando de 0,50% para 0,47%.

Para 2023, a projeção de crescimento também cedeu, de 1,85% para 1,80%, ante 2,00% de um mês antes. Já para 2024, a estimativa seguiu em 2,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

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