Sexta-feira, 26 de Junho de 2026

Home Política Pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema diz que o Supremo se transformou em uma aberração

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Um dos principais expoentes da direita brasileira nos últimos anos, o presidenciável e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) reafirmou, em entrevista ao Papo com Editor, do Estadão/Broadcast, as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Disse que não poderia “aplaudir alguém que se aproximou do maior banqueiro bandido da história do Brasil” e descartou ser vice do senador. Também rejeitou uma composição com Ronaldo Caiado (PSD) e afirmou que anunciará em breve seu companheiro de chapa.

Zema minimizou “desavenças” com integrantes de seu partido após as duras críticas a Flávio Bolsonaro no caso Master e ainda criticou as gestões do PT, repetiu que o Bolsa Família cria uma “geração de imprestáveis” e prometeu reformar o Judiciário. “Vou reformar principalmente o Supremo. O Supremo nosso se transformou numa aberração”.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

1) O senhor afirma que manterá sua candidatura até o fim. Mas há especulações de que o Novo possa não aprová-lo na convenção nacional para preservar alianças estaduais com o PL. O senhor teme esse cenário? E, se isso ocorrer, aceitaria ser vice de Flávio Bolsonaro?

Houve desavenças do Novo em alguns Estados, e eu falo que desavença ocorre até entre marido e mulher. Dentro de um partido então, nem se fala. E muito em virtude de eu ter adotado uma postura coerente. Para mim, quem se aproximou do banqueiro bandido, eu não vou aplaudir, e mantenho essa mesma postura. Estou muito confiante, muito tranquilo, e a postura do Novo é combater a corrupção, é ter e apoiar candidatos ficha limpa. Então eu estou dentro desse contexto e vamos levar.

2) Então não há chance nenhuma de o senhor ser vice do Flávio Bolsonaro caso não seja aprovado na convenção?

Nenhuma.

3) E alguma aliança com o Ronaldo Caiado, talvez?

Também está descartado. Inclusive, na semana que vem eu devo estar escolhendo e já publicizando o nome do meu vice.

4) Governador, o Bolsa Família já incentiva a entrada no mercado de trabalho. Que evidências sustentam sua proposta de pagar um bônus de R$ 5 mil para quem deixar o benefício por um emprego formal? O senhor não considera essa medida populista?

Você querer tirar alguém do Bolsa Família e colocar essa pessoa no mercado de trabalho formal, na minha opinião, não pode ser visto como uma medida populista de forma alguma. Eu venho da economia real, estou sempre conversando com produtores rurais, prefeitos, vereadores, empresários, no Brasil todo. E do Rio Grande do Sul ao Amazonas, eu escuto. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis. São jovens com total condição de trabalhar que fazem a opção de receber o Bolsa Família e de fazer bicos eventuais que interessam a eles. Isso faz com que a pessoa nunca se qualifique.

5) O senhor vai insistir na reforma do Judiciário, sobretudo do Supremo Tribunal Federal?

Vou, sim. Eu tenho sido o pré-candidato que mais critica, até porque não tenho rabo preso, essa farra dos intocáveis. Vou reformar principalmente o Supremo. O Supremo nosso se transformou numa aberração. Ministros que estão lá para fazer negócios pessoais e não para prestar serviço, apesar de já serem muito bem remunerados. O Brasil precisa de uma chacoalhada. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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