Sexta-feira, 24 de Maio de 2024

Home Economia Preços do diesel recuam 3% nos postos nas primeiras semanas de outubro

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Os preços do diesel nos postos caíram pouco mais de 3% nas duas primeiras semanas de outubro ante os registrados no fim de setembro, segundo levantamento divulgado pela Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil.

Entre os dias 1º e 13 de outubro, o preço médio do litro do diesel comum (S500) foi comercializado a 6,91 reais, e o tipo S10, a 6,98 reais, valores 3,08% e 3,37% mais baixos, respectivamente, quando comparados aos do fechamento de setembro.

Assim como em setembro, os preços médios mais baixos para os dois tipos de diesel foram registrados nos postos do Paraná, a 6,41 reais o comum e a 6,45 reais o S10.

Já a redução mais expressiva para o diesel comum foi identificada no Acre, de 7,90% em relação a setembro, indo para 7,17 reais o litro. E o Amazonas registrou o maior recuo para o tipo S10, de 5,25%, sendo vendido a 6,89 reais.

“O levantamento identificou o reflexo da última redução de 5,80% para o diesel vendido pelas refinarias [da Petrobras], válida desde o dia 20 de setembro para todo o país”, disse, em nota, Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

Preços competitivos

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Fernando Borges, admitiu que a estatal tem sido mais rápida ao repassar para os preços finais dos combustíveis no País as quedas do petróleo no mercado internacional. Segundo ele, essa diferença de tratamento no repasse das flutuações externas é “benéfica para a sociedade” e se mantém dentro dos limites da política de preços da companhia, definida em 2016.

“A gente (Petrobras) passar mais amiúde a redução e demorar um pouco mais para passar a subida…, (com isso) nós estamos beneficiando a sociedade brasileira”, afirmou ele, em evento online da agência especializada Epbr.

Após a declaração, a estatal reforçou, em comunicado ao mercado, que tem “compromisso com preços competitivos e em equilíbrio com o mercado” e que evita o repasse imediato das volatilidades externas e do câmbio aos preços.

As declarações vêm num momento de alta dos preços do petróleo, depois que a Opep decidiu reduzir sua produção com a alegação de que a economia mundial corre o risco de entrar em recessão. Como revelou o Estadão, a direção da Petrobras tem sido pressionada pelo governo a segurar aumentos de preços até o fim das eleições – num movimento que poderia beneficiar a campanha do presidente Jair Bolsonaro, que concorre à reeleição.

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