Terça-feira, 01 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 31 de agosto de 2026
Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) reagiram ao avano de Augusto Cury (Avante) em pesquisa e deram indiretas sobre a suposta inexperiência e despolitização do rival. Cury saltou nove pontos percentuais desde o último levantamento BTG/Nexus, da semana passada.
Renan atribuiu o crescimento a “eleitores despolitizados”. Caiado, por sua vez, adotou um tom mais amistoso e disse aplaudir o resultado da pesquisa, mas ressaltou sua própria experiência política.
Cury é médico psiquiatra, escritor e empresário. Ele é conhecido por seus livros sobre autoajuda e saúde mental. Em 2026, é o presidenciável com o maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, totalizando mais de R$ 242 milhões.
O candidato do Avante foi um dos três que aceitaram participar do debate realizado pela Band em 23 de agosto. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não compareceram. Cury ensaiou uma desistência, mas voltou atrás. Ele também foi o último sabatinado pela TV Globo, no último sábado (29).
Em nota, o candidato do Missão criticou as propostas do rival em ascensão. “Acho que o eleitor despolitizado quer ver influencers como embaixadores brasileiros, o Caneta Azul no Congresso e drones para combater feminicídio. Todo o resto parecer não importar muito”, disse.
Além das propostas de combate à violência contra mulher e da nomeação de influenciadores digitais para cargos diplomáticos, Renan faz referência à candidatura do músico Manoel Gomes, que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo pelo Avante, partido de Cury.
Em vídeo postado nas redes sociais, o candidato do Missão também minimizou a subida do psiquiatra nas pesquisas.
“Esses fenômenos acontecem na política brasileira. Nomes que sobem e descem. Nomes de baixa adesão e baixa aderência, mas que se espalham às vezes em começo de eleição”, disse. Ele afirmou que Cury não tem “base militante”.
Ao ser questionado sobre o desempenho do psiquiatra, Ronaldo Caiado adotou um tom ameno. “Eu quero aplaudir o resultado dessa pesquisa. Como eu disse: alguém do segundo pelotão vai chegar lá. Espero que seja eu”, afirmou o ex-governador de Goiás.
Caiado mencionou em seguida sua experiência política, na tentativa de mostrar uma trajetória independente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em outro momento, o candidato do PSD criticou, sem citar nomes, a inexperiência de alguns candidatos.
“Você não pode aprender a governar na cadeira de Presidência da República. É algo que inverteria tudo. É ser professor catedrático sem ter feito mestrado e doutorado”, disse.
Em entrevista coletiva a jornalistas nessa segunda (21), Caiado falou novamente no assunto e cumprimentou o candidato. Segundo ele, o bom desempenho de Cury evidencia que a “população brasileira não quer mais esse nem-nem, nem Lula e nem Flávio”.
“Já mostrou que a somatória nossa (Cury, Caiado, Zema e Santos) hoje já vai a 21 pontos percentuais. Então, aquele que conseguir realmente chegar no dia 4 de outubro e ir para o segundo turno será exatamente alguém que vai consolidar a sua posição nesses próximos 30 dias”, afirmou.
Caiado também afirmou que sua candidtaura “é compatível com o sentimento da população” e ressaltou o desempenho de sua gestão como governador. Ele disse apostar no tempo de propaganda eleitoral que seu partido tem na TV aberta para melhorar seu desempenho.
No debate da Band, Caiado e Cury adotaram um tom amistoso e se cumprimentaram como colegas de profissão. O ex-governador de Goiás também é médico. Eles também disseram que convidariam um ao outro para integrar seus eventuais governos.
Cury chamou Caiado de “xerife” e disse que o convidaria para integrar um ministério dedicado à segurança pública. O candidato do PSD elogiou o trabalho do psiquiatra sobre saúde mental e disse que ele também receberia um convite para fazer parte da sua administração.
Antes do avanço de Cury nas intenções de voto em primeiro turno, era Caiado quem estava em terceiro lugar, com 5% no levantamento BTG/Nexus divulgado em 24 de agosto. Ele manteve o desempenho e foi ultrapassado pelo candidato do Avante. (Com informações da Folha de S.Paulo)