Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026

Home Política Presidenciável Augusto Cury posta vídeo com alfinetada contra Lula, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal

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Depois de chegar a 10% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada nessa quarta (2), e assumir com isso o terceiro lugar isolado da disputa à Presidência, Augusto Cury (Avante) publicou um vídeo nas redes sociais em que se coloca como o único capaz de “ajudar o Brasil a voltar a se ouvir, a pensar e a colocar o país acima dessa guerra interminável”. Ele diz não querer ser “mais um lado”.

No vídeo, um casal de atores interage com um quadro que exibe imagens de outros concorrentes ao Planalto — Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Pablo Marçal (PRTB) — conectadas por fios. O cenário reproduz a forma como produções de televisão e cinema representam um painel de suspeitos. Ao centro, aparece a foto do escritor. O “marido” da história se questiona se, pela primeira vez, “o Brasil não quer mais do mesmo”.

“Direita e esquerda pensando em votar na mesma pessoa?”, ele se pergunta, antes de comentar com a companheira a presença, no páreo, de um candidato que busca transcender os “lados” do embate político da História recente nacional. O casal aponta para Flávio como alguém que “sempre defende a direita” e para Lula, como quem “sempre defende a esquerda”. O take inclui uma alfinetada para Pablo Marçal, descrito como um político “que falou que votaria nulo”, em referência à declaração de voto do empresário durante a corrida à prefeitura de São Paulo, em 2024.

A peça de campanha ainda lista a trajetória de Cury como psiquiatra, professor e escritor.

“O mais relevante não é isso. O mais relevante é ver pessoa que jamais sentaria na mesma mesa para discutir política querendo votar no mesmo cara”, afirma o marido, antes de a imagem focar na foto de Cury.

O vídeo questiona se o Brasil “está acordando”. O escritor, que tinha apenas 2% das intenções de voto no levantamento anterior, agora alcançou 10%, ultrapassa Renan Santos (Missão) e assume o terceiro lugar entre os presidenciáveis mais bem posicionados.

Apesar de a peça de campanha citar apoio de várias ideologias ao escritor, o crescimento de Cury foi puxado pelos eleitores que se consideram independentes politicamente — ou seja, nem de esquerda, nem de direita.

“Não é um candidato que sobe. É um país que cansou de gritar e encontrou alguém disposto a escutar. Obrigado, Brasil!”, disse Cury, em nota, após a divulgação dos resultados.

Entre os eleitores independentes, 24% dizem ter intenção de votar em Cury em um primeiro turno, o maior número entre todos os candidatos. No recorte de posições políticas, os independentes são o maior grupo, representando 32% dos eleitores.

Nesse grupo, o escritor supera inclusive Lula (PT), com 21% — embora haja margem de erro de três pontos percentuais — e Flávio Bolsonaro (PL), com 9%.

Mas o candidato do Avante ainda tem dois desafios enormes: tornar-se conhecido e consolidar um eleitorado em que quase metade admite mudar de voto. Entre os independentes, 65% dizem não conhecer Augusto Cury; 18% conhecem e poderiam votar nele; e 17% conhecem, mas não votariam nele.

Segundo Felipe Nunes, CEO da Quaest, os independentes são eleitores sem uma identificação ideológica forte. Na classificação da pesquisa, eles formam um dos cinco grupos políticos, ao lado de lulistas, esquerda não lulista, direita não bolsonarista e bolsonaristas.

Em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cury aparece com 34% das intenções de voto, ante 40% do petista. (Com informações do jornal O Globo)

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