Sábado, 11 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de julho de 2026
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nessa sexta-feira (10) que viajará ao Brasil no próximo dia 25 de julho para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Em uma entrevista à rádio NOW, Milei disse que estará em São Paulo para a cerimônia de oficialização de Flávio como candidato a presidente, pelo PL. Ele disse também que aproveitaria a viagem para ir também a Brasília (DF), onde visitaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Na mesma entrevista, Milei confirmou presença nas cerimônias de posse dos dois presidentes de direita que assumem na América do Sul: Keiko Fujimori, do Peru, no fim do mês; e Abelardo de la Espriella, na Colômbia, no início de agosto.
Visita
No dia 29 de junho, Milei publicou uma foto ao lado do senador, que estava em viagem a Buenos Aires. Na legenda, o argentino afirmou que “vem aí a maré azul para o Brasil”.
Flávio repostou a foto com agradecimentos. “Obrigado por todo carinho e consideração, Javier Milei. Você é um exemplo para o mundo. Que a maré azul liberte todas as Américas”, escreveu.
O parlamentar é pré-candidato nas eleições de outubro e viajou à Argentina para participar da Latin America Chairmen’s Conference, evento da comunidade judaica.
O termo “maré azul” é utilizado por políticos de direita e conservadores para descrever o avanço do espectro político na América Latina, caracterizado por uma oposição forte ao socialismo e à esquerda, campo político associado à cor vermelha.
No dia 28, Flávio discursou na abertura da conferência, mencionou as recentes vitórias da direita na América do Sul, como no Peru e na Colômbia, e disse que os brasileiros sentem “inveja” de seus vizinhos sul-americanos.
“Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda”, disse.
O parlamentar também criticou a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros países da América Latina governados pela esquerda. Durante o discurso, afirmou que o Brasil “voltará a ser irmão da Argentina”.
“Enquanto o presidente Milei punha ordem na casa, Lula desordenava a nossa”, afirmou. (Com informações do portal de notícias g1)