Terça-feira, 26 de Maio de 2026

Home Política Presidente do partido de Bolsonaro descarta lançar a ex-primeira-dama Michelle à Presidência da República e diz que irá “até o fim” com Flávio

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que a legenda manterá apoio integral à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, mesmo após a repercussão envolvendo o caso do filme “Dark Horse”. A produção cinematográfica aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e se tornou alvo de controvérsia depois da divulgação de conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em entrevista à GloboNews nessa segunda-feira (25), Valdemar reiterou confiança no desempenho eleitoral do senador e descartou qualquer possibilidade de substituição do nome escolhido pelo grupo bolsonarista.

“Ele é o candidato do Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições. A Michele está fora de questão, ela não é candidata à Presidência”, afirmou.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, citada por Valdemar, é apontada pelo PL como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Internamente, dirigentes do partido avaliam que Michelle pode ampliar a presença da legenda entre o eleitorado feminino e fortalecer a bancada do partido no Senado nas eleições de 2026.

Segundo Valdemar Costa Neto, uma das possibilidades discutidas pelo partido é a composição de uma chapa presidencial com uma mulher na vice-presidência. Entre os nomes cogitados nos bastidores está o da senadora Tereza Cristina, filiada ao PP. Ainda assim, o dirigente ressaltou que a decisão final sobre a formação da chapa dependerá diretamente de Jair Bolsonaro.

“Minha chapa dos sonhos seria o Flávio com uma mulher. Mas hoje isso vai depender do (Jair) Bolsonaro. É ele quem vai decidir, até a vice”, declarou.

Durante a entrevista, Valdemar também comentou a repercussão do caso envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O dirigente afirmou que tomou conhecimento da relação entre o senador e o ex-banqueiro apenas após a divulgação das informações pela imprensa. Segundo ele, Flávio Bolsonaro não havia relatado anteriormente as tratativas relacionadas à arrecadação de recursos para financiar o longa-metragem sobre o pai.

“Pela imprensa. Nunca soube; ele nunca falou sobre isso. No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como é que ele ia responder, e aí ele disse que teve, porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai”, afirmou.

A crise envolvendo o filme “Dark Horse” provocou desgaste político para Flávio Bolsonaro e ampliou debates internos no PL sobre os impactos da repercussão na corrida presidencial. Pesquisas recentes de intenção de voto apontaram queda do senador em cenários de disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Com informações do portal O Tempo)

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