Sábado, 13 de Junho de 2026

Home em foco Presidente do Senado nega ter recebido dinheiro de Vorcaro e promete acionar a Justiça

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O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), negou ter recebido qualquer valor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, e anunciou que adotará medidas judiciais nas esferas cível e criminal contra os responsáveis por acusações divulgadas nesta semana.

A manifestação foi feita por meio de nota oficial divulgada pela presidência do Senado após reportagem publicada pela revista Veja apontar que Alcolumbre teria recebido cerca de US$ 30 milhões – o equivalente a aproximadamente R$ 155 milhões – de Vorcaro. Segundo a publicação, o valor teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao senador em razão de apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master, em operação intermediada por Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro.

Na nota, a assessoria classificou as acusações como falsas e afirmou que o parlamentar nunca recebeu qualquer quantia, seja no Brasil ou fora do país.

“As alegações publicadas pela revista Veja envolvendo o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza”, informou o comunicado oficial.

O texto acrescenta ainda que o senador “jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior” e que, diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e trajetória pública, todas as providências judiciais cabíveis serão tomadas para responsabilizar os autores das declarações e exigir a apresentação das provas mencionadas.

A nota também reforça que “a verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados”.

Delação

A Polícia Federal rejeitou na quinta-feira (11) a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator das investigações.

As razões da nova negativa estão sob sigilo e não foram divulgadas pela PF. Na primeira rejeição, no mês passado, investigadores concluíram que Vorcaro não havia apresentado informações novas em relação ao material já apreendido e que não havia admitido a prática de crimes.

Vorcaro foi preso novamente em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. (Com informações do Correio Braziliense e Congresso em Foco)

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