Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Home Brasil Primeira-dama do Brasil se mobiliza para ajudar a eleger amigos e parentes

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Normalmente pouco afeita ao cenário político mais incisivo, a primeira-dama Michelle Bolsonaro tem sinalizado que entrará em ação para ajudar a eleger pessoas com quem mantém algum tipo de ligação, inclusive de parentesco. Um exemplo é o seu comparecimento em eventos de filiação partidária e cerimônias de posse, nas últimas semanas.

Michelle (que nesta terça-feira completará 40 anos de idade, 27 a menos que Jair Bolsonaro, que está de aniversário nesta segunda) fez questão de comparecer recentemente a um evento do PL – legenda na qual o marido ingressou em novembro do ano passado – para prestigiar a filiação à legenda da secretária de Segurança Pública do Distrito Federal, Marcela Passamani.

Marcela deve concorrer em outubro a uma cadeira na Câmara dos Deputados em outubro. As duas se tornaram amigas próximas em 2020, quando a secretária passou a convidar a primeira-dama para acompanhá-la em diversos eventos públicos.

“Estou feliz de estar aqui com a minha amiga, Marcela Passamani, um exemplo para tantas mulheres. Você nos inspira muito”, declarou Michelle durante evento em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, no último dia 7.

A primeira-dama também se mostra empenhada na tarefa de conduzir parentes para o campo da política. No mês passado, ela compareceu à cerimônia de ingresso de seus irmãos Carlos Eduardo Torres e Diego Dourado no PL. O primeiro pretende concorrer a deputado federal pelo Distrito Federal.

No mesmo dia, chegou à mesma legenda a jornalista Amália Barros, pré-candidata a deputada federal pelo Mato Grosso do Sul. Ela e Michelle trabalharam juntas pela aprovação de um projeto de lei que classifica a visão monocular como deficiência visual.

As aparições da primeira-dama têm sido destacadas pela propaganda do partido nas redes sociais. A expectativa da cúpula da sigla é de que esse engajamento se intensifique, atraindo ainda mais filiados.

“As mulheres serão fundamentais na eleição e a presença da primeira-dama nos eventos é ótima para nós”, avalia o deputado federal Capitão Augusto (SP), vice-presidente do PL. “Torço para que isso continue. Só pela presença já dá para ver que Dona Michelle estará engajada [na campanha].”

Cabo eleitoral

Essa não é a primeira vez que Michelle Bolsonaro atua como cabo eleitoral. Há dois anos, a mulher do presidente da República declarou apoio a quatro candidatos a vereador. O grupo era formado por um ex-atleta, um ativista anticorrupção, um militante pelos direitos de pessoas com deficiência e um candidato autointulado “gay conservador”. Todos fracassaram nas urnas.

Nos bastidores do governo federal, a primeira-dama é tratada como um trunfo estratégico para Bolsonaro tentar conquistar terreno entre o eleitorado feminino, parcela da população na qual pesquisas apontem que ele enfrenta forte rejeição. Integrantes do comitê de campanha à reeleição defendem a necessidade de intensificar as aparições públicas do casal, como forma de “adoçar” a imagem do candidato.

Doenças raras

O ativismo em causas relacionadas a doenças raras é a principal bandeira de Michelle. Em fevereiro, ela foi ao Congresso Nacional para acompanhar a posse de Patrik Dornelles (PSD-PB) como deputado federal – ele assumiu o posto após um pedido de licença de Pedro Cunha Lima (PSDB), que concorrerá a governador pela Paraíba.

Dornelles sofre de mucopolissacaridose, doença rara. Michelle ficou ao seu lado durante todo o discurso. O convite para a cerimônia foi feito pelo próprio parlamentar, que descreve a atuação da primeira-dama como “político-social”:

“Converso com ela mas não tratamos sobre política e sim sobre as pessoas, o social, a vida. Quando tenho questões a tratar, conto com pessoas que fazem isso direto com o presidente Jair Bolsonaro. Acho que todos nós devemos ser políticos-sociais”.

Em sua principal investida no campo político, Michelle trabalhou ativamente para angariar apoio à indicação do ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ela inclusive acompanhou no Senado a aprovação do nome de Mendonça, evangélico como Michelle e que foi empossado em dezembro na Corte máxima do País.

No círculo do poder em torno de Bolsonaro, Michelle seleciona a dedo com quem se relaciona. Tem mais proximidade com políticos declaradamente evangélicos. Uma das maiores amigas da primeira-dama é a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que devedisputar uma vaga no Senado.

No dia do aniversário da amiga, Michelle usou as redes sociais para classificá-la como “referência de mulher cristã, mãe, amiga, guerreira, forte, corajosa, amorosa e protetora. Sua dor é a minha dor, sua felicidade é a minha. Desejo a você tudo que há de mais maravilhoso”.

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