Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Variedades Príncipe William não vai perdoar o irmão Harry após ataques em documentário da Netflix

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Como já era de se esperar, a série Harry & Meghan, da Netflix, tem movimentado a Família Real britânica. Após a divulgação do trailer da produção ser considerada uma declaração de guerra ao Príncipe William e Kate Middleton, o primogênito de Diana acaba de tomar uma decisão. Segundo o jornal Daily Mail, o agora Príncipe de Gales não vai perdoar o irmão pelos ataques feitos à família nos primeiros episódios da série.

Amigos de William declararam ao jornal que todos acham que Harry foi, no mínimo, “desrespeitoso” em suas falas no documentário. “Todos relacionamentos são construídos com base em confiança, mas vale o dobro para os membros da Família Real, que vivem suas vidas sob os holofote”, disse o informante.

“O Príncipe William é um homem muito reservado e o que Harry está fazendo antagoniza com tudo o que ele acredita. Só por isso, muitos acreditam que é improvável que ele consiga consertar seu relacionamento com eles. Muita água já passou por baixo dessa ponte”, declarou a fonte.

Este amigo de William também contou que o Príncipe ainda não assistiu aos episódios, tendo ficado sabendo do teor da série apenas por assessores. No entanto, o informante acredita que ele ainda irá ver o documentário. Os três primeiros episódios de Harry & Meghan divulgados na última quinta-feira, dia 8 de dezembro, e três finais serão lançados no próximo dia 15.

“Preconceitos inconscientes”

A série começa com a história de amor entre o príncipe e a atriz, uma fervorosa feminista criada em Hollywood, e avança pelos três primeiros capítulos até a véspera de seu casamento, em maio de 2018.

Os três episódios seguintes, que entram na plataforma no dia 15 de dezembro, provavelmente serão mais nocivos para a família real. Vão detalhar os motivos que levaram o casal ao abandono da monarquia, em 2020, para viver na Califórnia.

Mal recuperada da morte de Elizabeth II em setembro, a realeza se prepara para acusações potencialmente explosivas e em um momento que busca modernizar sua imagem, impulsionada pelos novos monarcas Charles III e Camilla, e seus herdeiros William e Catherine.

O Palácio de Buckingham não emitiu comentários antes da estreia da série. Entretanto, fontes do palácio real, citadas pelo jornal Daily Mail, asseguraram no fim de semana que os monarcas estão “um pouco fartos” dos constantes ataques.

Já nesta primeira parte da série, Meghan faz alusão ao racismo que denuncia ter sofrido, desde o broche com uma cabeça negra, usado pela esposa de um primo de Elizabeth II no primeiro jantar de Natal com a atriz, em 2017, até imagens e comentários sobre o passado colonial do império britânico.

“Há um altíssimo nível de preconceitos inconscientes”, afirma Harry. Segundo o príncipe, ele teve de corrigir a educação que recebeu quando era criança.

“Ganhar muito dinheiro e dar sua versão”

O documentário chega no pior momento para a família real britânica, atingida na semana passada por um escândalo de racismo. A madrinha de William foi dispensada como dama de honra após fazer comentários ofensivos a uma convidada negra no Palácio de Buckingham.

Em uma importante entrevista concedida no ano passado para a estrela da televisão americana Oprah Winfrey, Harry e Meghan acusaram um membro da família real de se preocupar com a cor da pele que teriam seus futuros filhos, sem citar quem.

Com testemunho de amigos do casal e colaboradores, mas sem nenhum crítico, a série explica, por exemplo, como a ex-colônia britânica da Jamaica foi o centro de um lucrativo comércio de escravos, cujos navios foram financiados durante séculos pelos reis ingleses e seus benefícios permitiram construir o “maior império que o mundo já viu”.

A impopularidade do duque e da duquesa de Sussex no Reino Unido, onde são acusados de tirar vantagem financeira da monarquia sem participar de suas obrigações, não parece melhorar com este documentário.

“Eles são hipócritas, por um lado dizem que querem privacidade e, por outro, vejam o que publicam”, disse à AFP o comentarista real Richard Fitzwilliams, que trabalhou para agências como a britânica BBC e a CNN nos Estados Unidos.

Na opinião de Fitzwilliams, “fazem por duas razões: ganhar muito dinheiro e dar sua versão, como forma de vingança”. Contudo, não se dirigem ao público britânico, mas “ao mundo inteiro com os Estados Unidos no centro”, considera.

“Não é culpa de ninguém”

“Nesta família, às vezes, você é parte do problema e não parte da solução”, diz Harry em um dos episódios, lançado na quinta-feira (8). “Há um enorme nível de viés inconsciente. O que acontece com o viés inconsciente é que, na verdade, não é culpa de ninguém. Mas uma vez que tenha sido apontado ou identificado dentro de você, você precisa corrigi-lo.”

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