Domingo, 07 de Agosto de 2022

Home Tecnologia Problemas no Wi-Fi? Veja dicas para melhorar a performance do sinal

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Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 82,7% dos domicílios brasileiros contam com acesso à internet. Contudo, isso nem sempre significa ter um bom sinal, especialmente quando se fala de Wi-Fi.

O primeiro passo para desfrutar de um bom sinal de Wi-Fi está na contratação de um plano de internet adequado ao consumo. “É preciso analisar se é um usuário com necessidade de estar sempre conectado, em videochamadas, que assiste streamings e joga online, ou se apenas usa internet para atividades básicas do dia a dia, como envio de e-mails e mensagens. No primeiro caso, o ideal é um plano de internet de pelo menos 80 mega, já no segundo perfil, possivelmente um plano de internet de 40 mega será suficiente”, explica Guilherme de Farias, gerente do segmento de redes home office da Intelbras.

Mas ter um pacote de internet ideal, muitas vezes, não é suficiente e é necessário alguns ajustes em casa, bem como um bom roteador. “É comum que as pessoas culpem suas operadoras e serviços de banda larga contratados pelo mau sinal Wi-Fi, mas, muitas vezes, estes problemas vão além. Ao executar tarefas simples, como alterar o local do roteador, realizar atualizações no mesmo e se atentar ao número de dispositivos conectados, é possível fazer maravilhas pelo sinal e pelas atividades online que necessitam dele”, alerta Alexandre Nogueira, gerente executivo de vendas da Mercusys.

O roteador

Um ponto importante é a escolha do roteador. De acordo com José Ricardo Tobias, responsável pela Positivo Casa Inteligente, atualmente, os planos contratados das operadoras de internet já contam com um modem, que também faz as vezes de roteador Wi-Fi. Porém, diz ele que “esses equipamentos, normalmente, são muito simples e de performance limitada em termos de conectividade sem fio, suportando poucas conexões simultâneas, apresentando baixas taxas de transmissão nas redes Wi-Fi e área de cobertura reduzida.”

Dessa forma, para uma experiência de conectividade residencial melhor é recomendável comprar um roteador com especificações alinhadas às necessidades de cada consumidor, sendo que as principais informações a serem avaliadas na hora de escolher um aparelho são relacionadas ao que se espera da conectividade residencial.

“Primeiramente, deve-se checar se o roteador consegue trafegar na mesma capacidade de dados que o plano da operadora contratado. Para planos acima de 1000 Mbps, por exemplo, procure por roteadores com portas ‘Gigabit Ethernet’, que suportam estas conexões adequadamente. Usualmente, esses roteadores têm a indicação de ‘GIGA’ em seus nomes comerciais”, explica José.

“Além disso, a capacidade de conexões simultâneas e a área de cobertura podem ser muito importantes. Em casas com dispositivos inteligentes de automação e segurança residencial (Smart Home), pode-se facilmente chegar a 30 ou 40 dispositivos conectados simultaneamente, e é importante que o roteador suporte essa quantidade. Para ambientes maiores (acima de 150 m²), recomenda-se o uso de roteadores mesh, que se conectam como uma rede de malhas e estendem com qualidade o sinal de Wi-Fi por toda a casa. Também é muito importante que o roteador seja de marcas conhecidas, com suporte nacional, e homologados pela Anatel, para garantir que a experiência será segundo o que está sendo oferecido”, completa José.

Atenção

Ainda sobre os roteadores, Guilherme lembra ser preciso observar a quantidade ideal de dispositivos a serem conectados em cada aparelho. “Essa é uma informação que varia de roteador para roteador, considerando suas características técnicas. Mas, em termos gerais, é importante saber que roteadores com tecnologia Wi-Fi 5 (AC dual band), operam em duas frequências Wi-Fi, a 2,4GHz e a 5GHz, e então conseguem conectar mais dispositivos com qualidade do que os roteadores Wi-Fi 4, que operam apenas na frequência 2,4GHz”, comenta.

Em casa, Alexandre chama atenção para algumas medidas que podem ajudar o Wi-Fi a ter uma melhor performance, como atualizar o roteador, conforme passam meses e anos, e posicionar o aparelho de maneira mais assertiva.

“Não esconda seu roteador em estantes ou racks. Quanto mais aberto o ambiente onde o dispositivo de rede for posicionado, melhor. Para que o sinal do Wi-Fi seja distribuído da melhor forma possível, a sugestão é colocá-lo em lugares altos e longe de paredes e objetos. Outra sugestão é centralizar o roteador em um ponto estratégico da casa, o que deverá acabar com as chamadas ‘zonas de sombra’ e possibilitará que o Wi-Fi chegue com mais potência nos devices conectados”, diz Alexandre.

Os especialistas lembram ainda ser importante evitar posicionar o roteador próximo a outros eletroeletrônicos, como micro-ondas, bem como espelhos e aquários.

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