Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de agosto de 2026
Indicado e reconduzido ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com a operação de busca e apreensão realizada em junho contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), mas se opôs a um ponto crucial: a apreensão de itens de luxo de alto valor e de dinheiro em espécie nos endereços ligados ao ex-líder do governo Lula no Senado. Para o chefe do Ministério Público Federal, a medida seria “prematura”, “invasiva” – e “só a existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”.
Mas o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, não concordou com Gonet e deu aval à medida solicitada pela Polícia Federal (PF). O teor da manifestação da PGR, assim como a decisão de Mendonça e o relatório da PF que fundamentou a operação, foram tornados públicos na última quinta-feira (30) por determinação do ministro.
Deflagrada em 18 de junho, a operação da PF resultou na apreensão de 13 relógios de luxo e o equivalente a R$ 479 mil em espécie (US$ 55 mil e € 33 mil), encontrados em um hotel de Brasília e no apartamento do ex-líder do governo Lula em Salvador. Se dependesse de Gonet, nada disso teria sido coletado pelos policiais.
Em uma análise preliminar, os investigadores avaliaram que alguns relógios são de marcas valiosas, como Patek Philippe, Cartier e Hublot – com valores que podem beirar os R$ 500 mil. A defesa de Jaques Wagner, no entanto, alega que há originais e réplicas no material apreendido, mas não especifica quais.
“Providência invasiva”
No parecer encaminhado ao gabinete de Mendonça, Gonet alegou que a apreensão de bens de alto valor “descola-se da finalidade do ato já por si intensamente invasivo da busca e apreensão”.
“A apreensão de valores e bens de luxo ou de alto valor não se presta a esse intuito que justifica e legitima a providência invasiva. A apreensão requerida se mostra, ainda, prematura, porque a só existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”, escreveu Gonet.
O pedido da PF, que recebeu aval de Mendonça, envolvia a autorização expressa do STF para apreender dinheiro em espécie no valor superior a R$ 20 mil ou o equivalente em moeda estrangeira, obras de arte, joias, veículos, aeronaves e outros itens de luxo ou de alto valor encontrados na propriedade de Jaques Wagner.
“A se anuir ao pedido transcrito, haverá estrépito social e mediático prescindível, com agravamento desnecessário das interferências inevitáveis que a medida investigativa exerce sobre direitos fundamentais dos investigados”, afirmou Gonet.
Suspeita de vazamento
Um pedido de audiência feito por Jaques Wagner a André Mendonça, no mesmo dia do ofício da PF pedindo autorização para fazer a operação contra o parlamentar, fez o ministro suspeitar de vazamento de informações sigilosas da investigação.
O episódio é descrito na decisão de Mendonça que autorizou a operação sobre Wagner como um dos fatos que “agudiza os riscos de vazamento”.
O pretexto da audiência era prestar explicações sobre sua relação com Vorcaro e com o ex-sócio do banco Augusto Lima. Ele foi feito no dia 9 de junho, uma semana antes da operação ser realizada — mas no mesmo dia em que o pedido da PF chegou ao gabinete do ministro. Quando a audiência ocorreu, eles já preparavam a 9ª etapa da Operação Compliance zero, em que o alvo era justamente o petista.
Apartamento
Mensagens e documentos obtidos pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também apontam que as negociações em torno da compra de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner, prosseguiram mesmo após a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.
O imóvel de 245 metros quadrados, localizado no empreendimento Poème Horto, no bairro nobre do Horto Florestal, foi adquirido por Augusto Lima, à época sócio do Master, através de uma cadeia de fundos de investimentos ligados ao banco, à gestora Reag, parceira de negócios de Vorcaro controlada na época por João Carlos Mansur, a Daniel e seu irmão, David Monteiro, e a outro investigado chamado Valério Marega Júnior, gestor da WNT, que administrava fundos do Master. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
Por Redação Rádio Pampa | 3 de agosto de 2026
Indicado e reconduzido ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com a operação de busca e apreensão realizada em junho contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), mas se opôs a um ponto crucial: a apreensão de itens de luxo de alto valor e de dinheiro em espécie nos endereços ligados ao ex-líder do governo Lula no Senado. Para o chefe do Ministério Público Federal, a medida seria “prematura”, “invasiva” – e “só a existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”.
Mas o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, não concordou com Gonet e deu aval à medida solicitada pela Polícia Federal (PF). O teor da manifestação da PGR, assim como a decisão de Mendonça e o relatório da PF que fundamentou a operação, foram tornados públicos na última quinta-feira (30) por determinação do ministro.
Deflagrada em 18 de junho, a operação da PF resultou na apreensão de 13 relógios de luxo e o equivalente a R$ 479 mil em espécie (US$ 55 mil e € 33 mil), encontrados em um hotel de Brasília e no apartamento do ex-líder do governo Lula em Salvador. Se dependesse de Gonet, nada disso teria sido coletado pelos policiais.
Em uma análise preliminar, os investigadores avaliaram que alguns relógios são de marcas valiosas, como Patek Philippe, Cartier e Hublot – com valores que podem beirar os R$ 500 mil. A defesa de Jaques Wagner, no entanto, alega que há originais e réplicas no material apreendido, mas não especifica quais.
“Providência invasiva”
No parecer encaminhado ao gabinete de Mendonça, Gonet alegou que a apreensão de bens de alto valor “descola-se da finalidade do ato já por si intensamente invasivo da busca e apreensão”.
“A apreensão de valores e bens de luxo ou de alto valor não se presta a esse intuito que justifica e legitima a providência invasiva. A apreensão requerida se mostra, ainda, prematura, porque a só existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”, escreveu Gonet.
O pedido da PF, que recebeu aval de Mendonça, envolvia a autorização expressa do STF para apreender dinheiro em espécie no valor superior a R$ 20 mil ou o equivalente em moeda estrangeira, obras de arte, joias, veículos, aeronaves e outros itens de luxo ou de alto valor encontrados na propriedade de Jaques Wagner.
“A se anuir ao pedido transcrito, haverá estrépito social e mediático prescindível, com agravamento desnecessário das interferências inevitáveis que a medida investigativa exerce sobre direitos fundamentais dos investigados”, afirmou Gonet.
Suspeita de vazamento
Um pedido de audiência feito por Jaques Wagner a André Mendonça, no mesmo dia do ofício da PF pedindo autorização para fazer a operação contra o parlamentar, fez o ministro suspeitar de vazamento de informações sigilosas da investigação.
O episódio é descrito na decisão de Mendonça que autorizou a operação sobre Wagner como um dos fatos que “agudiza os riscos de vazamento”.
O pretexto da audiência era prestar explicações sobre sua relação com Vorcaro e com o ex-sócio do banco Augusto Lima. Ele foi feito no dia 9 de junho, uma semana antes da operação ser realizada — mas no mesmo dia em que o pedido da PF chegou ao gabinete do ministro. Quando a audiência ocorreu, eles já preparavam a 9ª etapa da Operação Compliance zero, em que o alvo era justamente o petista.
Apartamento
Mensagens e documentos obtidos pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também apontam que as negociações em torno da compra de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner, prosseguiram mesmo após a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.
O imóvel de 245 metros quadrados, localizado no empreendimento Poème Horto, no bairro nobre do Horto Florestal, foi adquirido por Augusto Lima, à época sócio do Master, através de uma cadeia de fundos de investimentos ligados ao banco, à gestora Reag, parceira de negócios de Vorcaro controlada na época por João Carlos Mansur, a Daniel e seu irmão, David Monteiro, e a outro investigado chamado Valério Marega Júnior, gestor da WNT, que administrava fundos do Master. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
Por Redação Rádio Pampa | 3 de agosto de 2026
Indicado e reconduzido ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com a operação de busca e apreensão realizada em junho contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), mas se opôs a um ponto crucial: a apreensão de itens de luxo de alto valor e de dinheiro em espécie nos endereços ligados ao ex-líder do governo Lula no Senado. Para o chefe do Ministério Público Federal, a medida seria “prematura”, “invasiva” – e “só a existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”.
Mas o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, não concordou com Gonet e deu aval à medida solicitada pela Polícia Federal (PF). O teor da manifestação da PGR, assim como a decisão de Mendonça e o relatório da PF que fundamentou a operação, foram tornados públicos na última quinta-feira (30) por determinação do ministro.
Deflagrada em 18 de junho, a operação da PF resultou na apreensão de 13 relógios de luxo e o equivalente a R$ 479 mil em espécie (US$ 55 mil e € 33 mil), encontrados em um hotel de Brasília e no apartamento do ex-líder do governo Lula em Salvador. Se dependesse de Gonet, nada disso teria sido coletado pelos policiais.
Em uma análise preliminar, os investigadores avaliaram que alguns relógios são de marcas valiosas, como Patek Philippe, Cartier e Hublot – com valores que podem beirar os R$ 500 mil. A defesa de Jaques Wagner, no entanto, alega que há originais e réplicas no material apreendido, mas não especifica quais.
“Providência invasiva”
No parecer encaminhado ao gabinete de Mendonça, Gonet alegou que a apreensão de bens de alto valor “descola-se da finalidade do ato já por si intensamente invasivo da busca e apreensão”.
“A apreensão de valores e bens de luxo ou de alto valor não se presta a esse intuito que justifica e legitima a providência invasiva. A apreensão requerida se mostra, ainda, prematura, porque a só existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”, escreveu Gonet.
O pedido da PF, que recebeu aval de Mendonça, envolvia a autorização expressa do STF para apreender dinheiro em espécie no valor superior a R$ 20 mil ou o equivalente em moeda estrangeira, obras de arte, joias, veículos, aeronaves e outros itens de luxo ou de alto valor encontrados na propriedade de Jaques Wagner.
“A se anuir ao pedido transcrito, haverá estrépito social e mediático prescindível, com agravamento desnecessário das interferências inevitáveis que a medida investigativa exerce sobre direitos fundamentais dos investigados”, afirmou Gonet.
Suspeita de vazamento
Um pedido de audiência feito por Jaques Wagner a André Mendonça, no mesmo dia do ofício da PF pedindo autorização para fazer a operação contra o parlamentar, fez o ministro suspeitar de vazamento de informações sigilosas da investigação.
O episódio é descrito na decisão de Mendonça que autorizou a operação sobre Wagner como um dos fatos que “agudiza os riscos de vazamento”.
O pretexto da audiência era prestar explicações sobre sua relação com Vorcaro e com o ex-sócio do banco Augusto Lima. Ele foi feito no dia 9 de junho, uma semana antes da operação ser realizada — mas no mesmo dia em que o pedido da PF chegou ao gabinete do ministro. Quando a audiência ocorreu, eles já preparavam a 9ª etapa da Operação Compliance zero, em que o alvo era justamente o petista.
Apartamento
Mensagens e documentos obtidos pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também apontam que as negociações em torno da compra de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner, prosseguiram mesmo após a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.
O imóvel de 245 metros quadrados, localizado no empreendimento Poème Horto, no bairro nobre do Horto Florestal, foi adquirido por Augusto Lima, à época sócio do Master, através de uma cadeia de fundos de investimentos ligados ao banco, à gestora Reag, parceira de negócios de Vorcaro controlada na época por João Carlos Mansur, a Daniel e seu irmão, David Monteiro, e a outro investigado chamado Valério Marega Júnior, gestor da WNT, que administrava fundos do Master. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)