Terça-feira, 13 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de outubro de 2026
A propaganda eleitoral do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi transmitida sem áudio em parte das emissoras de televisão nessa segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O problema ocorreu por volta das 13h, durante o horário eleitoral gratuito. Na sequência, a propaganda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno, foi exibida normalmente, com som.
Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a falha foi provocada por um problema técnico no Pool de Mídias, estrutura responsável pela retransmissão das peças publicitárias das campanhas, organizada pelas emissoras em parceria com o tribunal, em Brasília.
“No momento da finalização das mídias, antes da exibição, não foram carregados os áudios de nenhuma das duas propagandas de televisão em bloco desta segunda-feira (12), às 13h, para o cargo de presidente da República”, informou o TSE. Segundo o tribunal, houve tempo hábil para corrigir o problema antes da veiculação da propaganda de Lula. O órgão também informou que a peça de Flávio será reexibida.
O Pool de Mídias divulgou uma nota com o mesmo conteúdo apresentado pelo TSE, sem acrescentar detalhes sobre as causas da falha.
Antes de haver uma explicação oficial, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que questionou o ocorrido e sugeriu que a ausência de áudio não teria sido acidental.
“Você acredita em coincidência? Cara, não. Não acredito. Não existe coincidência”, afirmou o candidato, ao comparar a transmissão de sua propaganda com a de Lula. “Eles acham que vão calar minha voz. Não vão calar, não vão conseguir, não adianta. Isso não acontece por acaso, né?”, acrescentou. A equipe do candidato também divulgou a íntegra do programa nas redes sociais.
A campanha de Flávio informou que o arquivo enviado para divulgação continha áudio e que buscava identificar a origem do problema. A falha provocou reclamações de telespectadores, que relataram a ausência de som durante a exibição em diferentes emissoras.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela distribuição do sinal das propagandas, negou ter provocado o problema. Segundo a estatal, os arquivos são enviados pelas campanhas a uma plataforma administrada pelo grupo de emissoras, organizado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). A EBC afirmou não ter acesso aos arquivos das campanhas nem meios de interferir no áudio ou em outros elementos das peças publicitárias.
De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, as mídias são encaminhadas eletronicamente pelos partidos, federações e coligações às emissoras, por meio de plataformas digitais certificadas, como Extreme Reach, Cape.io e Vati. A distribuição do material é feita pela EBC, enquanto o Pool de Mídias realiza a conferência e a finalização dos arquivos antes da exibição. (Com informações da Folha de S.Paulo e do portal Metrópoles)