Quarta-feira, 18 de Maio de 2022

Home Mundo “Próximos dias devem ser piores”, diz Otan sobre guerra na Ucrânia

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A guerra na Ucrânia vai causar mais morte e destruição num futuro próximo, disse nesta sexta-feira (4) o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. “Esses próximos dias devem ser piores”, afirmou Stoltenberg em entrevista coletiva.
Segundo o chefe da aliança militar do Ocidente, há um consenso entre os países-membros de que não deve haver aviões da Otan no espaço aéreo da Ucrânia e nem tropas no território do país.

A Ucrânia pediu que a Otan considerasse o espaço aéreo do país uma zona de exclusão – área onde não se poderia voar -, mas para a entidade isso implicaria entrar diretamente no conflito.

Caso a Otan participe diretamente do embate com a Rússia, as consequências da guerra podem ser ainda mais brutais. “Acreditamos que se fizermos isso, acabaremos tendo algo que pode se transformar em uma guerra total na Europa, envolvendo muitos outros países e causando muito mais sofrimento humano”, disse Stoltenberg.

Bombas de fragmentação

Stoltenberg afirmou também que a organização notou que houve bombas de fragmentação na invasão da Ucrânia pela Rússia. “Nós vimos relatórios do uso de outros tipos de armas que também representa violações de leis internacionais”, disse ele em Bruxelas.

Conhecidas também como “cluster”, as bombas de fragmentação apresentam alto risco a civis.

Elas são armas compostas por uma caixa que se abre no ar e espalha centenas de “pequenas bombas” que são capazes de atingir uma área muito maior.

Uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) proíbe o uso dessas armas, mas nem todos os países assinaram – entre eles o Brasil, os Estados Unidos e a Rússia.

Recentemente, a Anistia Internacional denunciou o uso dessas bombas durante a guerra na Ucrânia. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse que as afirmações são falsas. As autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre a denúncia.

De acordo com a organização, uma pré-escola no nordeste do país foi atingida na manhã do dia 25 de fevereiro. No ataque, três civis foram mortos, incluindo uma criança. Outra criança também ficou ferida. O local era usado pela população como ponto para se proteger dos combates.

“O ataque parece ter sido realizado por forças russas, que estavam operando nas proximidades e que têm um lamentável histórico de uso de munições de fragmentação em áreas povoadas”, informou a publicação da Anistia Internacional.

A ONG pediu a abertura de uma investigação por “crime de guerra”.

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