Sexta-feira, 12 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de junho de 2026
O Papa Leão XIV foi declarado membro honorário do Real Madrid, a mais alta distinção concedida pela instituição. Segundo o clube merengue, a atitude reconhece o Papa como uma figura universal que representa bilhões de pessoas e que promove a paz, a solidariedade e a justiça no mundo. O pontífice visitou o Santiago Bernabéu nessa semana para um encontro com a comunidade católica de Madrid, em agenda do Vaticano.
“Imagino que, para um jogador de futebol, marcar um gol neste estádio seja algo que marca a sua vida. Mas, dom José, hoje a Igreja de Madri marcou um golaço para sempre”, disse Leão, referindo-se à presença de pelo menos 70 mil fiéis num estádio de futebol.
Segundo comunicado emitido pelo Real, as imagens da visita do Papa no estádio permanecerão “para sempre como uma das imagens mais emocionantes” da história do clube.
“O Conselho de Administração do Real Madrid CF, reunido hoje, quinta-feira, 11 de junho, e presidido por Florentino Pérez, decidiu nomear Sua Santidade o Papa Leão XIV membro honorário do Real Madrid, a mais alta distinção concedida pelo nosso clube. O Real Madrid demonstra, assim, sua admiração e reconhecimento por uma figura universal que representa bilhões de pessoas e que promove a paz, a solidariedade e a justiça no mundo. Sua visita ao estádio Santiago Bernabéu em 8 de junho de 2026 foi uma honra para o Real Madrid e permanecerá para sempre como uma das imagens mais emocionantes da nossa história”, diz a nota.
Papa Francisco
Predecessor de Leão XIV, o Papa Francisco não escondia a sua paixão por futebol e pelo San Lorenzo, time da capital da Argentina. Jorge Mario Bergoglio, nome de batismo do pontífice falecido em 2025, era sócio do San Lorenzo. Em 1998, ele chegou a ser expulso do vestiário do clube – onde tinha a tradição de benzer os jogadores antes dos jogos – pelo técnico Alfio Basile, que considerava que a sua presença poderia dar azar ao time.
Em 2023, questionado em entrevista à RAI sobre quem escolheria se tivesse que eleger entre os dois grandes nomes de seu país, Maradona ou Messi, o Pontífice foi direto a eleger o melhor jogador da história do futebol: Pelé.
“Eu coloco um terceiro: Pelé. São os três que eu segui. Maradona, como jogador foi um grande, um grande. Mas, como homem, falhou”, disse na época.
Ao longo dos 12 anos em que esteve à frente da Igreja Católica, Francisco recebeu diversos nomes do esporte e presentes de atletas e clubes brasileiros. (Com informações do ge, O Globo e Folha de Pernambuco)