Domingo, 07 de Agosto de 2022

Home Variedades Realeza britânica tira proveito da popularidade de Kate Middleton abafando escândalo e rumores de doenças

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Fotografias da família real são uma constante na imprensa britânica. Mas foi-se o tempo das imagens fortuitas, disputadas pelos paparazzi de plantão. Enquanto tenta proteger a privacidade de seus integrantes do portão para dentro, o Palácio de Buckingham alimenta o noticiário, quando julga necessário.

Como boa “firma” que é, constrói a narrativa que deseja vender ao consumidor final. Foi assim que Catherine “Kate” Middleton, a duquesa de Cambridge, mulher do príncipe William — segundo na linha sucessória da Coroa — foi parar nas primeiras páginas dos principais jornais do país por ocasião do seu aniversário de 40 anos, em 9 de janeiro.

Três retratos escolhidos a dedo foram suficientes para apresentar aos súditos da rainha Elizabeth II, que completa, no dia 6 de fevereiro, 70 anos do mais longo reinado da história britânica, o rosto da que se espera que seja um dia a rainha consorte Catarina.

Ela não é a próxima na fila — em princípio, o lugar será ocupado por Camilla Parker-Bowles, mulher do príncipe Charles, filho mas velho da monarca. Mas o palácio sabe que a plebeia criada para se tornar princesa é a terceira figura mais popular da família, depois da própria rainha e seu neto William, de acordo com as pesquisas mais recentes. Kate é também uma imagem mais moderna e despojada — porém sem muita ousadia, como é desejável nestes casos — para a monarquia do século XXI.

Nas fotos, a mulher que habitualmente se veste como qualquer mãe de família que vai buscar os três filhos (George, Charlotte e Louis) na escola ganha contornos reais. Com o vestido vermelho, combina um par de brincos da coleção pessoal da rainha Elizabeth II. Os brincos de pérola que pertenceram a Diana também estão em evidência em uma das fotos em preto e branco, assim como o anel de noivado em safira dado a ela por William. Na outra, a duquesa de longos cabelos soltos e olhar perdido no horizonte faz referência a imagens da rainha Vitória. A indumentária, assim como o vestido de casamento usado por Kate há 11 anos, é assinada pelo célebre estilista Alexander McQueen, um ícone britânico.

“Kate Middleton tem se mostrado a salvação da família real. Tem um papel definitivamente cada vez mais central e está sendo posicionada como a futura rainha, depois de Camilla, claro!”

Kate versus Andrew

O cálculo foi simples. Feitas em um ensaio em novembro do ano passado no Kew Gardens, o maior jardim botânico do mundo, pelo fotógrafo de moda italiano Paolo Roversi, as fotos foram divulgadas no dia do aniversário de Kate. E publicadas por dias no noticiário.

Coincidentemente, era também o auge da exposição da realeza aos novos desdobramentos do escândalo de abuso sexual que envolve o príncipe Andrew, terceiro filho de Elizabeth II, que voltou às primeiras páginas de todos os jornais nos últimos dias.

O temor em relação ao impacto negativo do processo, que corre nos Estados Unidos, sobre a imagem dos Windsor levou o palácio a anunciar que Andrew perdeu seus títulos militares e da realeza. Ele deixará de ser chamado de Sua Alteza Real e seus afazeres de cerimonial serão passados a outro integrante da família.

“Raio de esperança”

Professora de pesquisas sobre marketing e consumo da Royal Holloway, da Universidade de Londres, e coautora do livro “Royal Fever: the British monarchy in consumer culture” (“Febre real, a monarquia britânica na cultura do consumo”), Pauline Maclaran destaca que o príncipe Charles e a mulher, Camilla, não são suficientes para combater toda essa negatividade que vem dando asas à imaginação do público sobre o futuro da monarquia.

“É neste contexto que Kate surge como um raio de esperança para o futuro. Ela permanece firme e confiável em meio às turbulências, com grande popularidade. As pessoas se identificam com ela. Além disso, ela é glamourosa, como se vê pelas fotos do aniversário. Por todas essas razões, o palácio está colocando mais foco nela, uma força positiva para o futuro da monarquia”, disse Maclaran.

Kate segue à risca os roteiros da “firma”. Participa de eventos públicos, realiza e acompanha obras de caridade, sobretudo ligadas à saúde mental. É também a patrona de uma série de entidades, entre elas a National Royal Portrait Gallery, que manterá em exibição permanente as fotos que acabam de ser divulgadas, depois de uma turnê que devem fazer por museus que tenham vínculos com Kate pelo país.

“Um pouco chata”

Para a jornalista especializada em estilo de vida e celebridades Laura Hampson, Kate “é a aposta segura, a arma secreta” da família real. E isso acontece, segundo ela, justamente pelo fato de a duquesa de Cambridge não representar uma transição radical da tradição monárquica conservadora, mas “pelo que tantos criticam nela: ser um pouco, digamos, chata”. Cerca de 43% dos britânicos acham que a mulher de William será uma boa rainha, segundo pesquisa do YouGov realizada no ano passado.

Desde o casamento com o príncipe William — que teve audiência estimada em dois bilhões de espectadores pelo mundo — Kate se tornou uma espécie de “influencer avant la lettre”. Não há item do guarda-roupa da duquesa, acessórios ou joias que passem despercebidos. Nem mesmo as peças que ela insiste em repetir em grandes eventos para mostrar uma suposta preocupação com a sustentabilidade.

A exposição da família é uma das grandes preocupações de William, que perdeu a mãe em um acidente de trânsito em Paris após a perseguição de paparazzi. Talvez este seja um dos motivos para que o casal, segundo a mídia britânica, esteja considerando se mudar do Palácio de Kensington, em Londres, para o Forte Belvedere, conhecido como o “palácio esquecido” da rainha, nas imediações de Windsor, onde a monarca decidiu morar desde que ficou viúva.

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