Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

Home em foco Reino Unido começará a implementar o medicamento antiviral da Merck contra a covid, o molnupiravir

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O Reino Unido irá começar a implementar o medicamento antiviral contra a covid-19 da Merck, chamado de molnupiravir, através de um estudo farmacológico no final deste mês. A informação é de acordo com o governo britânico.

Na semana passada, o país se tornou o primeiro do mundo a aprovar a pílula antiviral contra a covid-19 desenvolvida em conjunto pela Merck & Co Inc MSD, no Brasil) e Ridgeback Biotherapeutics.

A Agência Reguladora de Medicamentos ressaltou que o remédio é “seguro e eficaz para reduzir o risco de admissão hospitalar e morte em pessoas com covid leve a moderada que sofrem algum risco extra após contrair a doença“.

Com isso, o governo britânico disse que ainda em outubro já havia garantido 480 mil ciclos do medicamento Merck e outros 250 mil ciclos da pílula antiviral desenvolvida pela Pfizer.

Já quando questionada sobre a aprovação do medicamento contra o vírus, Susan Hopkins, consultora médica chefe da Agência de Saúde, disse à BBC que “esta é uma ótima notícia e começará a ser lançada por meio de um teste de drogas no final deste mês ou início de dezembro.”

Além disso, Hopkins comentou que todos os testes até agora foram feitos em pessoas não vacinadas, e o estudo pode ajudar a entender como funcionará na população vacinada. “O novo medicamento da Pfizer provavelmente não será licenciado até o ano novo”, acrescentou.

O comprimido — molnupiravir — será administrado duas vezes ao dia a pacientes vulneráveis recentemente diagnosticados com a doença.

Em testes clínicos, a pílula, originalmente desenvolvida para tratar a gripe, reduziu o risco de hospitalização ou morte pela metade.

O secretário de Saúde britânico, Sajid Javid, disse que o tratamento foi “um divisor de águas” para os mais frágeis e imunossuprimidos.

O molnupiravir é o primeiro medicamento antiviral para covid que pode ser tomado como uma pílula em vez de injetado ou administrado por via intravenosa dentro de cinco dias após o desenvolvimento dos sintomas para ser mais eficaz.

O novo tratamento tem como alvo uma enzima que o vírus usa para fazer cópias de si mesmo, introduzindo erros em seu código genético. Isso pode impedir que ele se multiplique, mantendo assim os níveis do vírus baixos no corpo e reduzindo a gravidade da doença.

A Merck disse que essa abordagem deve tornar o tratamento igualmente eficaz contra novas variantes do vírus à medida que ele evolui no futuro.

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