Segunda-feira, 23 de Maio de 2022

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O Rio de Janeiro terá uma bolsa de valores para compra e venda de créditos de carbono e ativos sustentáveis, como energia, clima e florestas. Protocolo de intenções foi assinado, em Nova York, pelo governador Cláudio Castro, com a Nasdaq e a Geap (Global Environmental Asset Plataform), primeiro passo para implantação da plataforma no Brasil.

Segundo o governo fluminense, o acordo garantirá ao Rio o protagonismo na economia verde. A Nasdaq é o mercado de ações automatizado norte-americano onde estão listadas mais de 2.800 ações de diferentes empresas, em maioria de pequena e média capitalização.

A parceria estabelecida prevê o intercâmbio de informações entre o governo do Estado, a Nasdaq e a Geap para a implementação de políticas públicas para certificar, emitir e negociar créditos de carbono, como, por exemplo, a entrega de créditos ambientais a contribuintes que quitarem seus débitos do IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor).

Dentro de 90 dias devem ser criados projeto-piloto e grupo de trabalho para discutir as medidas propostas. Findo o período de avaliação, será examinada a instalada uma subsidiária brasileira da Nasdaq no Rio de Janeiro. A Bolsa de Ativos Ambientais deverá funcionar no segundo semestre deste ano.

Retorno

Para o ex-presidente da BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) Carlos Alberto Reis, a associação com a Nasdaq “só pode ser boa”. “É uma notícia muito positiva”, disse.

Embora nunca tenha operado com ativos ambientais, Carlos Reis ressaltou que é uma boa notícia o Rio de Janeiro voltar a ter uma bolsa. Ainda mais se a futura instituição vier a ter uma sede física no centro da cidade, atualmente abandonado.

Ele torce para que a sede seja na Praça 15, onde a BVRJ funcionou até 2002, quando foi incorporada pela BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), ou no Porto do Rio.

A BVRJ foi a bolsa de valores mais antiga do País, inaugurada em 14 de julho de 1820, três anos depois da Bolsa da Bahia, que só começou a operar em 1851, por decreto imperial.

Carlos Reis foi eleito presidente da BVRJ por dois mandatos: 1992 a 1994 e 1998 a 2001. Enquanto titular da Bolsa do Rio, trabalhou e lutou por um mercado de ações mais transparente e eficiente, além de ter criado parceiras internacionais com Bolsas europeias e latino-americanas.

A opinião foi compartilhada por Ricardo Nogueira, diretor do Sindicor-RJ (Sindicato das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários do Rio de Janeiro). Nogueira recordou que o assunto vem sendo discutido há alguns anos no País.

“Com o Estado tomando à frente, é muito bom e também com a Nasdaq, que tem tecnologia e experiência”. Falando à Agência Brasil, o diretor do Sindicor-RJ reforçou: “Ter uma bolsa de ativos ambientais sediada no Rio é muito bom, tanto econômica como institucionalmente para o Rio de Janeiro, em termos de imagem”.

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