Sábado, 04 de Dezembro de 2021

Home coronavírus Rio Grande do Sul autoriza redução para cinco meses no prazo de aplicação da terceira dose contra covid. Reforço pode ser feito com qualquer vacina

Compartilhe esta notícia:

Em sintonia com o Ministério da Saúde, um informe técnico emitido nesta terça-feira (16) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) permite a redução de seis para cinco meses no intervalo entre o esquema vacinal completo contra covid e o reforço para idosos e profissionais da saúde.

Também está autorizado o uso de qualquer fármaco no procedimento, independente do aplicado na segunda dose. Pode ter sido Coronavac-Butantan, Oxford-Astrazeneca ou Pfizer-Comirnaty, embora esta última seja apontada como preferencial nas novas diretrizes – que já começaram a ser colocadas em prática por cidades como Porto Alegre.

No caso da segunda dose, entretanto, o documento da Secretaria ressalta que deve ser aplicado o mesmo fármaco recebido no procedimento inicial, observando-se as orientações dos respectivos fabricantes.

Outra novidade é que as pessoas contempladas com a vacina da Janssen (produzida pela norte-americana Johnson & Johnson) poderão receber segunda dose desse imunizante em um prazo de dois meses, mesmo com o fármaco sendo caracterizado pela injeção única. E um novo reforço poderá ser inoculado cinco meses depois, com outro produto.

O novo prazo, que amplia em quase 1,7 milhão o contingente de gaúchos habilitados a receber a injeção-extra, está disponível para consulta no portal oficial coronavirus.rs.gov.br.

Argumentação

De acordo com a SES, pesquisas científicas comprovaram que, em média, a imunidade vacinal contra covid diminui seis meses após a segunda dose (ou dose única) quando o indivíduo pertence ao grupo prioritário formado pelos maiores de 65 anos.

Também pesou na decisão de baixar o prazo mínimo o fato de haver vários atrasos na aplicação da segunda dose, sobretudo em relação ao segmento formado por jovens (18 a 20 anos) e adultos de até 39 anos. A defasagem também tem sido constatada entre os idosos (60 anos em diante) no que se refere ao reforço vacinal.

Na semana passada, um levantamento divulgado pela SES apontou que 92% das mortes de gaúchos por coronavírus na faixa etária até 39 anos tem como vítima pessoas sem o esquema vacinal completo.

Além disso, entre os idosos, 99% dos óbitos por covid são entre pessoas sem a vacinação de reforço. Os dados servem de alerta para que a população volte aos postos para completar o esquema básico de duas doses e para que as pessoas acima de 60 anos façam a terceira dose. Até agora, quase 30% dos idosos já receberam a injeção-extra.

As perdas humanas entre os não vacinados foram calculadas com base nas ocorrências com início de sintomas nas dez semanas até o fim de agosto. Nesse período, foram 516 internações hospitalares por covid para pacientes de até 39 anos, 81% dos quais estavam sem imunização completa. Ao menos 38 casos tiveram desfecho fatal, 92% em indivíduos com apenas uma ou nenhuma dose de vacina.

No mesmo período, foram mais de 2,7 mil hospitalizações por coronavírus em infectados a partir dos 60 anos. Desses, 99,2% não haviam recebido a dose de reforço. Ao menos 905 sucumbiram à doença, sendo que em 99,3% a pessoa não tinha o reforço.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de coronavírus

Câmara aprova texto-base de medida provisória que recria Ministério do Trabalho
Veja as principais atividades da Assembleia Legislativa gaúcha nesta quarta-feira
Deixe seu comentário
Pode te interessar
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play

No Ar: Pampa Na Madrugada