Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

Home Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul registra uma das menores taxas de desmatamento do Brasil em 2025

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O Rio Grande do Sul segue entre as unidades da federação com os menores índices de área desmatada do país, conforme dados do RAD 2025 (Relatório Anual do Desmatamento no Brasil), divulgado nesta quarta-feira (27) pelo MapBiomas.

Em 2025, foram registrados 1.089 hectares de vegetação nativa suprimida no território gaúcho, o equivalente a 0,1% da área total desmatada no Brasil, mantendo o Estado fora das regiões com maior pressão sobre a cobertura vegetal.

Na comparação com 2024, o resultado é ainda mais significativo: o RS apresentou redução de 73% na área desmatada, em um contexto de recuperação após os eventos meteorológicos extremos que impactaram o território. O indicador reforça a retomada das condições ambientais e a efetividade das ações de controle adotadas no período.

“O Rio Grande do Sul demonstra que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental com responsabilidade e seriedade. Temos uma atuação firme da Sema [Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura] e da Fepam [Fundação Estadual de Proteção Ambiental] no monitoramento, na fiscalização e no cumprimento das regras ambientais, sem qualquer flexibilização ou descuido com a proteção dos nossos biomas. Ao mesmo tempo, estamos construindo uma nova lógica de desenvolvimento sustentável, que entende a preservação como parte do crescimento econômico e da geração de oportunidades para as pessoas, garantindo equilíbrio entre produção, conservação e qualidade de vida para as futuras gerações”, afirma o governador Eduardo Leite.

“O resultado reflete o fortalecimento das políticas públicas ambientais e das ações de fiscalização e monitoramento, com ampliação das operações em campo, uso de tecnologia e atuação integrada com os municípios. Também está conectado à conscientização da população e dos setores produtivos, com adoção de práticas de uso sustentável dos recursos naturais. A combinação dessas estratégias contribui para a prevenção de irregularidades e para a conservação dos recursos naturais no território gaúcho”, destaca a titular da Sema, Marjorie Kauffmann.

No ranking nacional, o Estado ocupa a 18ª posição entre as unidades da federação com maior área desmatada, consolidando-se entre os dez que menos desmatam no país. O desempenho reforça o papel do Rio Grande do Sul na proteção dos biomas Pampa e Mata Atlântica, que apresentam características ecológicas únicas e elevada importância para a biodiversidade.

Investimento contínuo

Esse cenário é impulsionado pelo investimento contínuo do governo estadual na agenda ambiental. Entre 2018 e 2025, foram aprovados 1.905 Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e aplicados cerca de R$ 43 milhões em iniciativas técnicas de Reposição Florestal Obrigatória.

No mesmo período, foram implementados 769 ações de plantio de mudas, realizadas 208 compensações por equivalência ecológica, desenvolvidos 270 projetos de certificação agroflorestal, 50 iniciativas de extrativismo sustentável e 1.220 ações voltadas ao cultivo de espécies nativas, reforçando a recuperação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais.

Nesse contexto, ganha destaque o Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa, instituído para qualificar as políticas públicas de restauração ecológica no RS e alinhar as estratégias estaduais às diretrizes nacionais do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.

A iniciativa estrutura ações voltadas ao monitoramento da recuperação ambiental, à restauração em áreas prioritárias, à recuperação produtiva, à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade, além de incentivar a pesquisa e a atuação em rede.

Fiscalização ambiental

Em 2025, as ações de fiscalização ambiental coordenadas pela Fepam também foram ampliadas. No bioma Pampa, as atividades somaram 60 propriedades monitoradas em 21 municípios.

Já na Mata Atlântica, uma das operações fiscalizou 55 alertas de desmatamento e 13 denúncias em 33 municípios, com uso combinado de monitoramento de campo, análises remotas e atuação conjunta com órgãos municipais de meio ambiente, incluindo a verificação da regularidade das intervenções.

O esforço foi evidenciado pela participação do Estado na Operação Nacional Mata Atlântica em Pé. A ação fiscalizou 53 alertas de desmatamento em 35 municípios e abrangeu cerca de 249,6 hectares, evidenciando o uso integrado de inteligência e atuação coordenada no combate ao desmatamento ilegal.

 

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