Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de setembro de 2026
Roberta Miranda, de 69 anos, revelou que descobriu recentemente que não era filha biológica da mulher que a criou desde sua infância. Emocionada, ela contou que foi levada de um hospital pelo irmão e pelo pai, enrolada em um jornal. A artista disse que a descoberta aconteceu pouco antes de sua mãe morrer. “Não faz muitos anos. O irmão que jogou na minha cara. Ele disse: ‘Imagina, minha mãe não é sua mãe, sua mãe era uma prostituta’. Aí eu fiquei louca”, disse em entrevista ao Provoca, da TV Cultura.
Roberta contou que levou o assunto para a terapia antes de conversar com a mulher que a criou. “Eu fui tomar coragem para falar com a minha mãe, quase perto de minha mãe morrer. Eu disse: ‘Mãe, o Marcelo está falando que a minha mãe era uma prostituta’. Não tem problema nenhum se fosse. A minha mãe disse: ‘Não, ele está enganado. A sua mãe era uma pessoa muito pobre, não conseguia dar nada para você se alimentar’”, relatou.
Mas a artista afirmou que o irmão procurou seu psiquiatra e contou toda a verdade. “Eu disse: ‘Mãe, qual a verdade disso tudo?’. Ela falou: ‘Chama o Marcelo’. Eu falei: ‘Não, mãezinha, não vou chamar o Marcelo. Ele vai no meu psiquiatra, vai conversar’. Ele foi no meu psiquiatra. E para a minha surpresa, não sou filha da minha mãe, sou filha do meu pai, sangue do meu pai. E o Marcelo, junto com o meu pai, foi na maternidade e me roubou no jornal”, disse.
Surpreso, o apresentador Marcelo Tas questionou: “Te roubou na maternidade? Quando você nasceu?”. Chorando, Roberta explicou: “Não é que roubou, me pegou. Porque minha mãe não tinha condições. Me pegou, me embrulhou no jornal e me levou para casa. Eu digo para todo mundo: ‘Eu sou normal, porque era para eu enlouquecer’. Com tanta infelicidade que aconteceu na minha vida. E eu me tornei uma pessoa leve, uma pessoa que brinca, uma pessoa que tenta levar uma vida bonita. Porque se eu parar, acho que enlouqueço”.
Roberta reforçou, contudo, que o amor pela mãe continuou o mesmo. “Porque essa mãe me deu o colinho que ela achava que era um colo para o filho. Bordou a minha roupinha, me alimentou, certo ou errado, essa é a mãe que eu amo. Foi essa mãe que lutei para dar dignidade na velhice, já que nós temos um país que não dá dignidade ao velho, muito menos ao aposentado. Então, eu lutei para essa mãe, chama-se Maria Corrêa de Miranda”, completou.