Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de agosto de 2026
Rodrigo Lombardi foi anunciado como um dos galãs da nova série do Globoplay, Jogada de Risco, mas seu personagem Otávio, um dirigente de futebol, está bem distante de ser uma referência de beleza. Em conversa com a Quem, o ator falou sobre o seu novo trabalho, para o qual ele imprimiu uma barriga saliente.
“Fui chamado muito em cima da hora para fazer a série; quando cheguei, não dava tempo de pensar em muita coisa. A única coisa que eu queria é que ele fosse por fora de cara o que ele é por dentro, então cheguei com uma proposta para o Cauã (Reymond) e para o Bruno (Safadi), que é o diretor. Eles ficaram meio assim no começo e falaram para a gente conversar… Cortamos algumas coisas e acrescentamos outras. O resultado está aí”, disse ele, que se inspirou em pessoas fora do universo do futebol para construir o personagem.
“As pessoas comentam: ‘Nessa composição está parecendo o fulano’. Na verdade, a construção que a gente faz é baseada em duas coisas: ou ela é exatamente uma pessoa, ou ela te leva a pensar em várias pessoas possíveis. A gente trabalha com arquétipos. O arquétipo que eu trouxe para Jogada de Risco dá a sensação de que eu estou falando de muitas pessoas e nem todas elas ligadas ao futebol. Pensei em muita gente que não está nesse universo.”
Considerado um dos atores mais bonitos do Brasil, Rodrigo reforçou que nunca ligou para o título de galã. Ele não se apega ao que dizem sobre o seu físico ou personalidade.
“Quando a pessoa fala: ‘Você é galã’. Eu pergunto: ‘O que eu faço com essa informação?’. Isso não quer dizer nada, não vem para a minha caixinha de material de trabalho. É uma coisa que vem de fora para dentro… Se falar: ‘Rodrigo é bonito, galã, feio, narigudo, chato’ são coisas que não vão entrar para o meu material de trabalho. A gente ouve, processa, mas continua ali na lida e nunca usa o que não é da nossa caixinha de material para executar um personagem”, explicou.
Aos 49 anos, Rodrigo garantiu que acha “um máximo” o passar dos anos: “Envelhecer é um máximo porque a segunda opção é horrorosa. Para atuar também. Quando eu fiz uma novela com Fernanda Montenegro (Passione, em 2010), ela disse assim: ‘A idade credencia a gente’. Isso é muito verdade. Quando a câmera vem para você, você já começa a contar a história antes mesmo de falar”.
O ator ressaltou que se preocupa com a repercussão dos seus personagens, que há décadas mexem com o público e que já fizeram até com que ele quase apanhasse de telespectadores revoltados com as maldades dos seus personagens.
“Hoje muito menos, mas nos anos 80 e início dos anos 90, a gente ouvia muito falar dos atores que tinham apanhado na rua. Eu j cheguei quase perto disso três vezes, no máximo. Isso que é interessante na nossa jornada. Quando isso acontece, é porque realmente a gente mexeu com alguém e fez com que ela pensasse e comentasse sobre esse assunto com outras pessoas. A gente nunca quer dizer nada para ninguém, mas quer levantar os questionamentos. Quando a gente sente que isso aconteceu, o trabalho foi bem cumprido.”