Domingo, 20 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Ex-procurador Deltan Dallagnol contesta a suspensão da sua campanha e diz que vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral

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O ex-deputado e candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) anunciou que irá recorrer da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que suspendeu a sua campanha eleitoral. A Corte Eleitoral suspendeu, nesse sábado (19), os atos de campanha e os repasses dos fundos eleitoral e partidário a Dallagnol. A decisão liminar é do ministro do TSE, Floriano de Azevedo Marques, que atendeu o pedido da coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e da Federação do Brasil da Esperança, formada pelo PSOL, PT e PCdoB. Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Ele foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.

Em nota, Dallagnol afirmou que vai recorrer à decisão e declarou que, apesar de ter tido a campanha suspensa, ainda segue com o registro de candidatura ativo. O candidato argumentou que o TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) deferiu seu registro. No último dia 9, o tribunal acolheu um recurso da defesa de Dallagnol e permitiu que o ex-deputado federal registrasse a sua candidatura. Entretanto, segundo Floriano, a decisão foi “tomada em afronta” ao TSE, “sem o mínimo respaldo jurídico” e causando “efeitos disturbadores do processo eleitoral”.

Para Dallagnol, há “contradições” na decisão do ministro. Ele também alegou que a decisão ocorre em um “momento concreto” na corrida eleitoral, onde estaria à frente nas pesquisas de intenção de voto. A nota divulgada pelo ex-deputado também cita a proximidade e a “relação antiga” entre Floriano e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Dallagnol argumenta que a decisão, que ele chama de “monocrática”, foi tomada na mesma semana em que o candidato liderou o lançamento do movimento “Meu Senador Assina”, que convocou outros candidatos ao Senado de todo o país para declarar apoio ao pedido de impeachment de Moraes.

A nota destaca que o processo segue sob sigilo e que o candidato não teve acesso à petição que fundamentou o pedido de suspensão de sua campanha.

“Hoje é a minha candidatura. Amanhã pode ser qualquer cidadão diante do poder do Estado. A lei não pode mudar conforme o nome que está diante dela. A democracia depende de instituições que não apenas cobrem confiança da população, mas façam por merecê-la todos os dias”, disse Dallagnol.

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