Segunda-feira, 11 de Maio de 2026

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Um novo tipo de investimento do Tesouro Direto – plataforma do governo federal para aplicação em títulos públicos – já está disponível para investidores que buscam alternativas mais simples e com previsibilidade de rendimento.

O Tesouro Reserva foi lançado oficialmente nesta segunda-feira (11) como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e às caixinhas digitais dos bancos. O novo título permite aplicações a partir de R$ 1 e tem rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, a Selic.

O investimento se diferencia do já conhecido Tesouro Selic pela simplificação: o Tesouro Reserva tem aplicação mínima menor, permite resgate a qualquer momento e não traz a mesma complexidade da chamada marcação a mercado – mecanismo que atualiza diariamente o preço dos títulos e que pode afetar o valor recebido pelo investidor em caso de resgate antecipado.

Alguns clientes do BB (Banco do Brasil) já tiveram acesso ao investimento durante a fase de testes. A liberação integral para os correntistas começou na última quinta-feira (7).

Nesta segunda, ocorreu o tradicional toque da campainha na B3, a Bolsa de Valores brasileira, dando início à oferta do título ao público em geral.

O que é o Tesouro Reserva?

É um novo título de dívida pública do Tesouro Direto. Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi criado para formação de reserva financeira, “com foco em simplicidade e previsibilidade”.

Quais as condições de aplicação e resgate?

O Tesouro Reserva tem investimento mínimo de R$ 1. Segundo especialistas, isso democratiza e facilita o acesso por investidores iniciantes.

O sistema permite investir e resgatar o dinheiro a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, inclusive, com possibilidade de transferência via Pix.

O vencimento do papel será de três anos, mas o resgate pode ser feito a qualquer momento, sem descontos.

Qual a rentabilidade e o risco?

O novo título terá rendimento atrelado à Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Ainda não foi detalhado, porém, se a rentabilidade será equivalente a 100% da taxa.

Por ser um título público de renda fixa emitido pelo governo federal, o investimento é considerado de baixo risco. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o produto mira quem “quer rentabilidade, mas também quer segurança”.

Onde e como investir?

O investimento já está disponível para clientes do Banco do Brasil, que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a oferta do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão e implementação por parte de cada banco.

A pasta acrescentou que, para investir, o processo segue o fluxo tradicional do Tesouro Direto: o cliente do Banco do Brasil deve acessar a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos, selecionar o Tesouro Reserva, definir o valor da aplicação e confirmar a operação.

Nos demais bancos, a operação deverá funcionar de forma semelhante após a disponibilização do título.

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