Quarta-feira, 10 de Junho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de junho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (10), que se a Seleção Brasileira derrotar Marrocos “por meio a zero” no próximo sábado (13), “já está bom”.
O palpite foi dado pelo chefe do Executivo durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado “Conselhão”, em Brasília. “Eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom. Mas eu acho que o Brasil vai ganhar, tá?”, disse o petista.
A Seleção estreia na Copa do Mundo 2026 às 19h (horário de Brasília) deste sábado contra Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A equipe comandada pelo italiano Carlo Ancelotti está no Grupo C da competição, ao lado também de Haiti e Escócia.
Lula critica protestos no México
Ao longo de seu discurso no “Conselhão”, o presidente fez críticas à onda de protestos que atinge o México, país que sediará a Copa do Mundo juntamente com os EUA e o Canadá.
“Agora mesmo, no México, está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013”, disse Lula em alusão às Jornadas de Junho. “Todo mundo está lembrado de que uma simples reinvidicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para que a extrema-direita tomasse conta das ruas utilizando o verde e amarelo”, acrescentou o mandatário.
Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, protestos liderados por professores ameaçam interromper o início do torneio. As manifestações vêm ocorrendo há pouco mais de um mês, depois de a CNTE (Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação) apresentar uma lista de reinvindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum.
“Todo mundo sabe que R$ 0,20 não causariam nenhuma revolução em lugar nenhum do mundo. É que, a partir daquele movimento, inventaram os ‘black blocks’, que fizeram um quebradeira em São Paulo e, a partir dali, a extrema-direita tirou proveito, fez o impeachment da Dilma, elegeu até um presidente da República. Então, minha conversa com a Claudia [Sheinbaum] é porque eu acho que isso está acontecendo no México agora”, contou Lula.
Por fim, o chefe do Planalto disse acreditar em um envolvimento externo na questão. “Às vezes, acho que tem o dedo de alguém. E talvez nem seja mexicano”, concluiu.